Agora que chegou aqui não tem mais volta, meu amigo.

Então leia e aproveite o que minha loucura criatividade tem para oferecer.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Preciso de mais fotos

Outro dia foi aniversário de um dos meus melhores amigos. Para lembrar este momento planejei fazer o mesmo que todo mundo faz, uma postagem nas redes sociais com uma montagem tosca e mensagem mais tosca ainda. Qual foi a minha surpresa ao ver que tinha poucos ou basicamente nenhum registro recente de nossos encontros?

Parei um pouco para pensar, naqueles momentos filosóficos existenciais que normalmente ocorrem durante o banho (mas nesse momento em questão eu estava deitado), e percebi como eu tenho de fato poucas fotos e registros dos momentos legais e importantes da minha vida. Aliás, muitos deles eu simplesmente estou de coadjuvante na postagem ou foto de outras pessoas, mas as minhas mesmo são poucas ou quando muito uma ou outra.

Nas vezes que fui contestado sobre isso, as pessoas que questionavam davam a entender que eu não me importava ou não ligava para o que estava acontecendo. "Como tu não lembrou de tirar foto do evento?", "Como tu não tirou foto com fulano/ciclano no aniversário dele?", "Como que tu fica uma semana no Rio de Janeiro e só tirou 8 fotos?", e por aí vai.

Até olhei minha galeria agora, engraçado que meus registros dos últimos meses são basicamente fotos dos cachorros, fotos da geladeira para lembrar o que tem que comprar no mercado, uma ou outra selfie para mandar "o look" para alguém e ali pelo meio algumas que de fato são "registros" de momentos, mas que geralmente são uma ou duas, enquanto pessoas "normais" teriam algumas dezenas.

Mas quer saber, a verdade é que eu me importo demais com estes momentos. Me importo tanto, que prefiro aproveitar eles. Fico 4 horas conversando com meus amigos sem sair uma foto do encontro Odinista, fico uma tarde inteira passeando por pontos turísticos no RJ e apenas admirando o que vejo ao invés de tirar fotos, fico um dia inteiro na praia apreciando as ondas (e as pulando) e tomando sol na nuca. Esses e diversos outros momentos, quando eu me importo, quando eu gosto, quando me impacta, eu aproveito. E quando eu aproveito, admito, tirar fotos é a última coisa que eu lembro.

Pode soar um pouco egoísta, mas todos estes momentos eu tenho fotos sim, elas estão salvas no meu HD da mente e tenho acesso a elas o tempo todo, só fica difícil de postar. Até penso que quando alguém posta demais, está apreciando de menos o que está registrando, mas não vou transformar este texto em um daqueles de juízo de valores. Hoje estou de bom humor.

Aliás, ainda pensando um pouco mais, reparei como fotos eram mais importantes na época analógica. Ainda possuo diversos albuns da infância e juventude, e como eram comum rever eles ou mostrar para as visitas. A maioria com aquelas máquinas da Kodak, Fujifilm ou outras genéricas vendidas em camelôs. A frustação que era tirar uma foto e depois de revelada ver que estava de olhos fechados, ou ainda que o filme deu problema e a foto nem saiu. Ou pior ainda, como elas eram "reveladas" nas lojas, volta e meia tinha alguma meio constrangedora, então certamente o dono da loja sabia do teu mico. Bons tempos.

Sim, eu sou saudosista, mesmo com as facilidades tecnológicas de hoje, sinto que regredimos em muitos aspectos. Mas, novamente, estou de bom humor, não vou entrar nesse ponto.

Não vou fazer nenhum fechamento existencial neste texto, eu apenas queria escrever um pouco. E já que o assunto são fotos, abaixo uma do Ícaro, o Golden. Meu Golden. Meu Goldinho. Meu cachorro lindo, o sonho da minha vida, que foi um presentinho de grego e ganhou seu espaço no meu coração. Viva Ícaro, esse sempre terá uma foto na minha galeria.



quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

I'm Still Standing

Por vezes, em determinadas ocasiões, minhas mãos tremem. É uma reação comum após levantar/puxar muito peso em um treino de musculação ou após uma sequência forte e duradoura de socos no Muay Thai ou Kickboxing (treino os dois). E, claro, as vezes elas tremem de nervosismo.

Eu me vi em situações angustiantes, nervosas e/ou geradoras de ansiedade em muitos momentos este ano. Quando, nestes momentos, eu via minha mão trêmula, escondia e deixava a vista apenas a minha máscara de força, a segurança e fortaleza que sempre prezei, mesmo que falsa em muitas ocasiões.

Feedbacks que não eram esperados no trabalho, noites e mais noites de estudo, tratar o psicológico em sessões semanais, treinar em busca de um corpo mais saudável, mudanças de hábitos alimentares, chamar aquela menina para uma volta no parque, tentar ver os poucos (mas fiéis e sempre bons) amigos, ajudar a família, ser um bom filho, rever meus cachorros após viajar por dias, terminar uma sexta ou sábado de noite olhando para o vazio e tentando não entrar em uma garrafa de vodka, todas essas e outras ocasiões que tremeram as minha mãos. Como pode ver, nem todas são situações ruins, a tremedeira também é por coisas boas.

Escrevo este texto na véspera de Natal de  2025. Toda a família está reunida na minha avó, eu irei para lá também, mas resolvi tirar uma pausa para escrever este último texto do ano.

Eu sou um cara do Metal, sempre fui e sempre serei, mas o título deste texto é uma música do Elton John. A mensagem é simples, eu continuo de pé (I'm Still Standing). Não importa o que aconteça, não importa o vazio que eu sinta, o olhar distante que reflete no espelho, não importa o tremor que tenha em minhas mãos, eu permanecerei de pé.

Que você, que lê este texto, junte forças e vença o tremor que tem em suas mãos quando ele surgir. Obrigado pela leitura.

domingo, 5 de outubro de 2025

Garimpeiro

Uma das coisas que mais fez parte da minha adolescência foi garimpar bandas (na internet discada), CDs, revistas, gibis e posteres de rock ou de meus desenhos preferidos. Quase todo meu tempo livre era voltado para procurar em sites duvidosos, sebos (também duvidos) e em grupos de amigos (muitos, aliás, também duvidosos) que tinham alguma gravação rara daquela banda Holandesa que o CD não chegou no Brasil.

Olha, pensando hoje, era bem complexo e foram muitas horas dedicadas. No geral era bem satisfatório, era um hobby agradável e me entretia. Exceto naqueles casos onde, por exemplo, passava uma tarde inteira baixando um CD pra descobrir depois que não era o que eu procurava, alguém tinha renomeado um de pagode para sacanear quem baixasse. Pensa num muleque que ficava bravo com isso, era eu.

Mas o paralelo que quero fazer é que hoje, com a internet a mil, tudo é muito mais fácil. Agora a pouco eu estava fazendo o almoço e coloquei no som um ao vivo do Led Zeppelin, daquele CD How The West Was Won. Quando tocou Stairway to Heaven eu parei e fiquei do lado da caixa de som. Fechei meus olhos na hora do solo de guitarra, que nesta versão é bem mais extenso que o normal, cheio de técnica e virtuosismo. Eu fui trasportado no tempo, o pequeno Eric estava ali ouvindo como se fosse a primeira vez.

Por quê cito essa música em particular? É uma memória antiga.
Esse show tinha alguns clipes que passavam eventualmente na extinta MTV Brasil, e eu me recordo como fiquei louco quando vi, e me dediquei horrores a procurar pra ouvir de novo. E saiba que foi uma das coisas mais difíceis na época. Não tinha o clipe no recém criado youtube ou outras plataformas de vídeo da época. Eu ficava olhando na TV para gravar mas não passava de novo. Comecei a procurar na internet para baixar, mas era uma fase que a disseminação dos downloads ainda estava engatinhando.

Sabe que eu achei o CD em um site? Mas era para ouvir online apenas, e tinha que pagar em dólar, ele só deixava ouvir o primeiro minuto da música! Droga!!!! Acredita que além disso eu achei o CD para vender em uma loja? Mas era importado e muito caro (na época), fiquei apenas babando nele.

Por fim, desisti. Nem tudo se conquista com esforço. Mas hoje, cerca de 20 anos depois, tenho ele ao alcance da mão para ouvir a hora que quero, e é o que estou fazendo nesse momento. A mágica de ter encontrado depois de horas de trabalho duro não é a mesma, eu queria ter achado ele naquela época, mas tudo bem, faz parte.

Eu preciso desfrutar mais das coisas boas que a vida oferece, e esse CD, definitivamente, é uma delas.



segunda-feira, 11 de agosto de 2025

As pedras que cada um carrega

 Uma vez, não me recordo o contexto a qual foi dito, mas um colega disse a frase "cada um sabe as pedras que carrega". A situação passou em branco, a frase ficou na minha mente até hoje.

Ao longo da vida, vamos juntando pedras, algumas pequenas, algumas grandes, e elas vão se acumulando em nossa bagagem. Feliz são os que carregam pedras pequenas e leves, tristes aqueles que possuem pedregulhos enormes, as vezes são rochas formidáveis dignas de confrontos de StrongMan. Pior ainda quando estas rochas são colhidas na juventude, e fazem peso durante toda a jornada da vida.

Muitos adoram julgar os outros, sem saber as pedras que carregam. Minha avó, por exemplo, tem pedras pesadíssimas, a décadas. Não vou falar a respeito, seria indelicado expor publicamente o que se passa na vida privada dela. Uma vez, ela teve uma crise, estava sem tomar seus remédios para acalmar, após mais uma dessas pedras machucá-la gravemente. Ela chorou, pos as mãos no rosto e falou "Será que eu sou uma pessoa assim tão ruim? Por quê eu tenho que passar por isso?". Eu não sei vozinha, não sei mesmo. Só me restou dar um abraço naquele momento.

Apesar desse fardo, minha avó é uma pessoa formidável. Sem educação básica, deu estudo a todas as filhas. Sem conhecimentos cultos, fomentou que filhos e netos estudassem, trabalhassem e fossem pessoas decentes. Sem influência na sociedade, projetou sua influência em todos nós. Mesmo com pedras pesadíssimas, ela foi morro acima por décadas, sem esmorecer.

Eu carrego minhas pedras também. Infelizmente algumas muito pesadas. Eu também, por vezes, me olho no espelho e faço as mesmas perguntas que ela fez aquele dia: O que faço de errado para ter isso? Sou assim uma pessoa tão ruim?

Como algumas dessas pedras pesam, como doem, estão ali diariamente machucando minhas costas. Mas quando estou pensando em desistir, o esforço de minha avó aparece na mente. Ela tem pedras maiores e carrega desde antes de meu nascimento. Ela disse uma vez que fica feliz em ter um neto tão forte, querido e que ajuda quando ela precisa. Se uma pessoa com esse fardo dela consegue sorrir e incentivar, eu não vou ceder para nenhuma pedra, não importa o peso.

Eu falei este relato para minha psicóloga a uns dias. Não sei se a terapia está funcionando, eu só vou indo e fico falando, mas não vem ao caso. O que vem ao caso foi a resposta certeira da doutora: "Com que frequência, ao invés destas aí, as perguntas que faz a si mesmo são "o que estou fazendo certo? No que estou sendo bom como pessoa?".

Eu não tenho resposta. Nem para as perguntas negativas, tampouco para as positivas. Mas isso carece de mais reflexão, por ora eu vou comer um pedaço de bolo que minha avó trouxe antes. Bolo de milho. Eu nem gosto muito, já disse pra ela várias vezes que não é meu preferido (o bolo de chocolate dela que é meu favorito) mas ela esquece e faz mais o de milho. Não importa, igual eu não reclamo, agradeço e como com muito bom gosto. Não tem necessidade um bolo de milho ser uma pedra nas costas, é só um bolo e igual parece muito gostoso.

Obrigado pela sua leitura, e que suas pedras não sejam muito pesadas.

quarta-feira, 23 de julho de 2025

O Príncipe das Trevas

 Ontem, 22 de julho de 2025, faleceu Ozzy Osbourne. Esse acontecimento mexeu comigo, mesmo eu nem considerando ele meu artista preferido no Black Sabbath (Dio é meu ídolo máximo). Ozzy tinha pra mim um significado além do musical, era um dos criadores e representante do estilo que definiu meu caráter, o Heavy Metal.

O Eric adolescente, que passava tardes inteiras pesquisando novas bandas, em uma tarde específica descobriu o Sabbath. Aquela aura, aquele peso, aquela atmosfera, nunca tinha visto nada igual. Me transformou, me moldou. Pesquisei sobre eles, sobre influências, sobre o que fizeram antes, durante, depois, quem veio, quem foi, onde se alimentam, putz vieram aqui em mil novecentos e alguma coisa tocar e eu ainda não era nascido pra ver (droga), e por aí vai.

Ozzy, especificamente, nem era meu ídolo musical como mencionei antes, mas sempre me cativou como uma figura peculiar. Eu inclusive achava sua carreira solo melhor que muitos dos trabalhos dele no Sabbath, mas ele era místico em sua trajetória, pelas loucuras. Eu tenho o livro dele, morria rindo com tudo que ele fez. E não são lorotas, tem muita foto e gente para comprovar que ele era aquele ser indomável e imparável. Arrancar cabeça do morcego, cheirar formigas, mijar em monumentos históricos, a série de TV The Osbournes, fora o uso absurdo de substâncias.

Tive o provilégio de vê-lo ao vivo duas vezes. Em 2011 com sua banda e a outra me fugiu agora o ano, se foi 2015 ou 2018, com o Black Sabbath. Duas noites magníficas e inesquecíveis, sem reclamações.

Mas por quê será que seu falecimento mexeu comigo dessa maneira? Não tenho uma resposta específica, mas é como se um capítulo do meu livro da vida fosse encerrado. O frescor que a figura Ozzy fez no Eric adolescente gerou raízes que perduraram por mais de 20 anos e parece que com sua ida essas raízes foram cortadas. Eu senti o mesmo com o falecimento de Ronnie James Dio. Eu que já sofri algumas perdas na vida, fico abalado quando as despedidas são de meus ídolos.

Mas o Metal é resistência, é selvageria, é confrontar o que te oprime. Ozzy foi um exemplo para gerações. Sua despedida do plano terreno pode ter fechado um capítulo para mim, mas a muitos outros em continuidade e muitos outros que serão iniciados. É isso que o Heavy Metal me faz, é uma chama de fúria, velocidade e peso que nunca se apaga, não importa o quanto a sociedade tente nos corromper.

Viva o Metal. Viva a memória e legado de Ozzy Osbourne. Um ode a tudo que ele representou.



quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Reorganizar a mente

Se você leu meus últimos textos, naquela incrível sequência de uma semana com textos diários (meu recorde), deve ter percebido um tom melancólico nelas. E é verdade, eu não estava bem enquanto escrevia cada um daqueles textos. Neste momento faz menos de uma semana que encerrei um relacionamento de 10 anos.

Por quê? Não vou expor os motivos, até porque não é questão de um bom e um mal na história, foi de certa forma culpa de ambos. Culpas emocionais, físicas, financeiras, entre vícios e virtudes, um caminho que seguia direito se transformou em um caminho difícil e impetuoso. Mas, sério, sem culpas ou acusações, isso acontece.

Destes 10 anos eu guardarei muitas boas experiências, muitos momentos, muitas histórias. Quando a mente e o coração esfriarem, em breve ou em um momento longínquo, que seja isso que permaneça. Que os motivos que levaram ao fim fiquem em segundo plano, assim como a memória de parentes que se foram, tente guardar o melhor que eles te proporcionaram e não as dificuldades (claro, se não eram terríveis contigo, os esqueça, também não precisamos transformar monstros em anjos).

Mas o ponto que quero chegar é: não é fácil. Sério, não é mesmo. Nem pra mim, nem pra ela, nem pra quem está de fora assistindo e dando suporte. Não existem "dicas" ou "preparação", cada caso é um caso, cada situação é diferente conforme as pessoas, e tenho que afirmar que minha mente está completamente bagunçada.

O que me resta agora é reorganizar a mente. A introspecção é a ferramenta dos pensadores. Eu sou grato por esses 10 anos, não guardo rancor pois nossas vidas não são um desperdício, apenas as coisas são como são.

Definitivamente eu não sou um coach de relações, estou no lugar errado para passar aprendizados, só vou dizer obrigado. Obrigado por 10 anos que esteve comigo. Obrigado pelos abraços, beijos, pelas risadas, pelos passeios, pelas cervejas com pizza vendo algo ruim na TV, por aguentar um chato insuportável que nem eu.

Não importam os motivos do fim, importam os motivos que fizeram esse tempo durar. Eu gostaria de estar terminando esse texto com um sorriso, mas estou, pela primeira vez em muito tempo, concluindo com lágrimas nos olhos. Perdão, testosterona líquida, tenho uma imagem a zelar.

Mas é isso. Obrigado, mais uma vez, pela sua leitura.

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Indomável

No começo do blog eu escrevi sobre não cair na tentação da bebida alcoólica, aqui. Relendo, ainda é um texto impactante, mas eram muitas angústias de um Eric recém saído da adolescência, cheio de conflitos internos. Hoje, é o mesmo assunto, mas sob outra perspectiva, de um Eric já maduro (tá, nem tanto).

A bebida é uma escapatória rápida da realidade, mas ela é viciante e domina a mente. Eu sou profissional em minha rotina, nenhuma gota de álcool de segunda até sexta fim do dia, eu preciso de sobriedade (mesmo contra vontade) para lidar com meu trabalho.

Antigamente eu tinha uma regra, eu beberia apenas um dia na semana. Ou sexta, ou sábado ou domingo. Claro que, no auge da minha juventude, rapidinho virou dois dias, pois que jovem não faz arruaça sexta e sábado sempre que possível? Eventualmente, mesmo bebendo os dois dias, no domingo iam mais umas para fazer aquele churrasco ou apenas para finalizar o final de semana. Percebe a escalada?

O que antes era com ímpeto de felicidade se tornou necessidade. De maneira que uma sexta ou sábado sem álcool a boca fica seca, parece que algo está faltando. Para alguém que é mais jovem e forte, cheio de amigos e saindo, isso até pode fazer algum sentido, mas para um homem feito é um aviso de que algo está errado.

Eu tenho fases, nunca caí de fato dentro da bebida como um alcoólatra, mas a tentação é forte e, quando vejo que está me dominando, ativo o Dark Eric Guerreiro e expurgo ela de meu corpo. Passei por isso a pouco, me vi bebendo direto em meu tempo livre, querendo sempre mais, sendo que o efeito parece cada vez menor. Antes 3 latas para fechar uma sexta de muito trabalho, e eram o suficiente, de repente me vi tomando 6 e escalando para mais.

Não posso me permitir isso. Eu sei que sou um homem amargurado por algumas escolhas e acontecimentos na vida, mas não posso ceder a algo tão fraco. Não posso me afogar no álcool. Se é para me afogar, que seja em êxtase nos braços de alguém especial, que seja de felicidade olhando uma manhã de sol, que seja de alegria legítima com família e amigos (e eu tenho os dois). Afinal, eu sou um ótimo nadador, e devo manter meu espírito indomável para a alegria vazia que o álcool traz.

Que até os últimos dias, a garra para virar minhas escolhas continue. Que eu permaneça Indomável em essência, me deixando controlar apenas pelas emoções e sentimentos transformadores.

Mais uma vez, obrigado pela sua leitura.