Agora que chegou aqui não tem mais volta, meu amigo.

Então leia e aproveite o que minha loucura criatividade tem para oferecer.

domingo, 14 de junho de 2026

Entre dinâmicas e agradecimentos

Poucas coisas me tiram tanto do sério quanto dinâmicas de grupo. Sabe aquelas coisas de RH, faça um desenho em 3 minutos que represente a sua vida profissional, dê uma volta enquanto toca a música e quando ela parar conte uma história para quem estiver na sua frente, com esta folha e estes 3 giz de cera coloridos crie uma matriz de sustentabilidade para os processos da empresa..... enfim...... eu odeio.

Minha psicóloga meu passou a algumas semanas uma dinâmica de agradecimentos. Resumidamente, eu tenho que todos os dias agradecer em voz alta algumas pessoas que tem importância na minha vida e, o motivo e o humor que tenho naquele momento e ao final da semana, que um desses agradecimentos seja feito presencialmente para uma destas pessoas.

Estou fazendo? Certamente não.

Porém, eu entendo a questão toda, envolve eu ter mais agradecimento com algumas coisas e pessoas, pois a negatividade constante e os maus pensamentos tem uma influência pesada em nossa rotina. E sim, neste ponto eu concordo que ser mais agradecido a quem ou o quê te faz bem é importante.

Resolvi fazer diferente, ao invés da palhaçada de fazer uma lista de pessoas e motivos, eu fiz o mais difícil: resolvi agradecer pessoalmente.

Chamei meu melhor amigo e agradeci por ele ter apresentando a banda Candlemass lá por 2009. Banda do caralho, recomendo.

Quando minha mãe me trouxe um bolo de bergamota outro dia, eu dei um abraço nela e agradeci por ser uma ótima mãe. Ela ficou meio surpresa, mas gostou.

Minha cadela Pretinha, meu anjo negro que me acompanha a 14 anos e acabou de se recuperar de uma cirurgia para tirar um câncer, eu olhei em seus olhos e agradeci por ser minha alegria e confidente por todos estes anos. E ainda disse que, embora eu saiba que seu período restante é breve, será sempre minha prioridade dar amor e carinho a ela.

Minha outra pequena, a Pitica, eu agradeci por ser uma luz por onde passa. Ela cuida de meus avós e restaurou a harmonia daquele lar.

Meu jovem destruidor de residências, o Golden Ícaro, eu agradeci por ser o melhor presente que eu não pedi. Ele respondeu com uma cabeçada ao pular no meu peito para brincar. Típico desse furacão dourado.

Agradecer não é tão ruim. Fazer isso em forma de uma dinâmica besta, sim, mas quando feito de expontaneidade, é como se iluminasse os pensamentos, rejuvenesce um pouco a alma machucada.

Eu tenho muito e muitos a agradecer. Não tenho coragem de falar com todos, outros não tenho mais acesso/convívio... enfim.... águas que passam.

Termino te agradecendo. Você que está lendo. Não sei quem é, se me conhece, se chegou aqui por acaso, se está lendo agora em 2026 ou em 2032. Se leu este momento de pensamento de um homem reflexivo e foi até o fim, minha gratidão você tem.

sexta-feira, 27 de março de 2026

O Homem, a Lenda, o Mito

Nesta semana que passou, especificamente no dia 19/03/26, ocorreu o falecimento de Carlos Ray Norris, o eterno Chuck Norris, um de meus ídolos máximos. Assim como escrevi sobre o falecimento de Ozzy Osbourne, senti necessidade de escrever um pouco sobre o homem mais lendário da existência terrena, aquele que quando Deus disse "Que haja luz", respondeu "Primeiro peça por favor".

Brincadeiras a parte, em minha juventude seus filmes de porrada ajudaram a moldar meu fascínio pelo cinema de ação e pelas artes marciais. Mesmo que ele nunca tenha feito parte do alto escalão dos atores de Hollywood (como Arnold e Stallone), eu vibrava com Bradock, McQuade, Invasão USA, Octagon, Texas Ranger, aquele outro filme que ele enfrenta o anticristo e até aquele que a dupla dele é um cachorro. Falem o que quiserem da filmografia de Norris, mas minha barba crescia cada vez que eu olhava um filme dele.

E no começo dos anos 2000, quando a internet foi invadida pelos FATOS DE CHUCK NORRIS, eu me tornei uma enciclopédia viva das pérolas dele. Tanto que em meu primeiro emprego eu fui apelidado de Chuck. Digo mais, este blog está recheado de referências e homenagens a ele em meus mais de 260 textos. Ainda outro ponto, minha rede de internet tem o nome Chuck Norris a mais de 15 anos. Sim, eu sou um fã legítimo dele.

Me tornei ainda mais fã quando iniciei minha trajetória nas artes marciais e descobri um pouco mais sobre a vida real dele fora dos filmes. Um homem correto, dedicou sua vida não só a porrada e filmes B com explosões, mas a transformar vidas. É reconhecido como um homem caridoso, com vários projetos para trazer auto estima e mudança na vida de crianças e jovens. Além disso, um esposo e pai carinhoso e preocupado, largou sua carreira no cinema para cuidar da esposa doente e manteve a mente calma e limpa ao difundir sua fé a quem precisava. Seja você religioso ou não, Carlos Ray Norris era um exemplo de ser humano. Basta ver que, diferentemente de outras subcelebridades, os amigos, fãs e veículos de comunicação dedicaram seu tempo a homenageá-lo e fazer matérias/reportagens sobre sua importância e legado e não a coisas banais como seus memes. Isso se chama respeito, e não é qualquer um que o possui de maneira universal.

Obrigado por tanto alegrar minha vida, Chuck Norris. Todos sabemos que em verdade você não morreu, apenas cumpriu sua missão na Terra e foi pro outro plano ter sua revanche contra Bruce Lee. Escrever este texto fez minha barba crescer e os olhos se encherem de testosterona líquida. Assim como Chuck Norris, minhas lágrimas curam câncer, mas eu também não choro.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Preciso de mais fotos

Outro dia foi aniversário de um dos meus melhores amigos. Para lembrar este momento planejei fazer o mesmo que todo mundo faz, uma postagem nas redes sociais com uma montagem tosca e mensagem mais tosca ainda. Qual foi a minha surpresa ao ver que tinha poucos ou basicamente nenhum registro recente de nossos encontros?

Parei um pouco para pensar, naqueles momentos filosóficos existenciais que normalmente ocorrem durante o banho (mas nesse momento em questão eu estava deitado), e percebi como eu tenho de fato poucas fotos e registros dos momentos legais e importantes da minha vida. Aliás, muitos deles eu simplesmente estou de coadjuvante na postagem ou foto de outras pessoas, mas as minhas mesmo são poucas ou quando muito uma ou outra.

Nas vezes que fui contestado sobre isso, as pessoas que questionavam davam a entender que eu não me importava ou não ligava para o que estava acontecendo. "Como tu não lembrou de tirar foto do evento?", "Como tu não tirou foto com fulano/ciclano no aniversário dele?", "Como que tu fica uma semana no Rio de Janeiro e só tirou 8 fotos?", e por aí vai.

Até olhei minha galeria agora, engraçado que meus registros dos últimos meses são basicamente fotos dos cachorros, fotos da geladeira para lembrar o que tem que comprar no mercado, uma ou outra selfie para mandar "o look" para alguém e ali pelo meio algumas que de fato são "registros" de momentos, mas que geralmente são uma ou duas, enquanto pessoas "normais" teriam algumas dezenas.

Mas quer saber, a verdade é que eu me importo demais com estes momentos. Me importo tanto, que prefiro aproveitar eles. Fico 4 horas conversando com meus amigos sem sair uma foto do encontro Odinista, fico uma tarde inteira passeando por pontos turísticos no RJ e apenas admirando o que vejo ao invés de tirar fotos, fico um dia inteiro na praia apreciando as ondas (e as pulando) e tomando sol na nuca. Esses e diversos outros momentos, quando eu me importo, quando eu gosto, quando me impacta, eu aproveito. E quando eu aproveito, admito, tirar fotos é a última coisa que eu lembro.

Pode soar um pouco egoísta, mas todos estes momentos eu tenho fotos sim, elas estão salvas no meu HD da mente e tenho acesso a elas o tempo todo, só fica difícil de postar. Até penso que quando alguém posta demais, está apreciando de menos o que está registrando, mas não vou transformar este texto em um daqueles de juízo de valores. Hoje estou de bom humor.

Aliás, ainda pensando um pouco mais, reparei como fotos eram mais importantes na época analógica. Ainda possuo diversos albuns da infância e juventude, e como eram comum rever eles ou mostrar para as visitas. A maioria com aquelas máquinas da Kodak, Fujifilm ou outras genéricas vendidas em camelôs. A frustação que era tirar uma foto e depois de revelada ver que estava de olhos fechados, ou ainda que o filme deu problema e a foto nem saiu. Ou pior ainda, como elas eram "reveladas" nas lojas, volta e meia tinha alguma meio constrangedora, então certamente o dono da loja sabia do teu mico. Bons tempos.

Sim, eu sou saudosista, mesmo com as facilidades tecnológicas de hoje, sinto que regredimos em muitos aspectos. Mas, novamente, estou de bom humor, não vou entrar nesse ponto.

Não vou fazer nenhum fechamento existencial neste texto, eu apenas queria escrever um pouco. E já que o assunto são fotos, abaixo uma do Ícaro, o Golden. Meu Golden. Meu Goldinho. Meu cachorro lindo, o sonho da minha vida, que foi um presentinho de grego e ganhou seu espaço no meu coração. Viva Ícaro, esse sempre terá uma foto na minha galeria.