Moro em uma casa antiga, dessas construções feitas na década de 30/40. As paredes são bem grossas, coisa de uns 25cm. Meu quarto tem um roupeiro embutido, bem grande e espaçoso. Além disso, acima dele tem um segundo compartilhamento, uma portinha quadrada que tem acesso a um espaço extra, quase um "mini sótão".Agora que chegou aqui não tem mais volta, meu amigo.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
A porta do demônio
Moro em uma casa antiga, dessas construções feitas na década de 30/40. As paredes são bem grossas, coisa de uns 25cm. Meu quarto tem um roupeiro embutido, bem grande e espaçoso. Além disso, acima dele tem um segundo compartilhamento, uma portinha quadrada que tem acesso a um espaço extra, quase um "mini sótão".domingo, 21 de dezembro de 2014
A vida, o universo e tudo mais
Era o mesmo de sempre, a família comemorando, todos brindando, entrega de presentes e aquelas mesmas piadas de peru, pavê e etc. Apesar de ser uma confraternização, não aguentava mais, pegou e saiu da casa perto da meia noite. Precisava respirar o ar noturno, ficar um pouco sozinho.terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Conto de Natal?

segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Na ponta do lápis
Com o lápis e uma folha de papel em minha frente, tudo que eu queria era fazer um simples desenho. Mas estava de cabeça cheia. Pensamentos e mais pensamentos, comprimindo cada pedaço do cérebro com suas significâncias.terça-feira, 17 de setembro de 2013
Ele só quer paz
Certo dia ele pensou em largar tudo. Esquecer a todos, obrigações, compromissos, horários, não queria mais nada. Apenas a paz de conviver consigo mesmo.terça-feira, 9 de julho de 2013
Maldito ônibus
domingo, 20 de janeiro de 2013
Desbravador
Um dia ele acordou e descobriu que podia se teletransportar para qualquer lugar. Foi um susto, viu o parque de diversões na televisão e desejou estar lá. Ouviu um chiado e tudo escureceu, no momento seguinte estava no meio do parque, ainda de pijamas. Uma confusão até ele concentrar-se novamente e conseguir voltar para seu pequeno apartamento de um quarto na periferia da cidade.A vida nunca mais foi a mesma. Foi testando seu novo dom, indo a alguns lugares próximos, geralmente locais particulares ou caros que nunca teve condições de ir. Via-se em meio a festas, parques, clubes luxuosos, lugares onde normalmente ele só entraria se fosse como servente.
O melhor de tudo: não precisava gastar dinheiro, bastava fazer o que queria (ou pegar o que queria) e sumir sem deixar vestígios. Oportunamente ele até pegava dinheiro dentro de bancos quando bem desejava. Malandro o rapaz.
Os horizontes se ampliaram, começou a desbravar o mundo. Conheceu outras culturas, pontos turísticos famosos pelo mundo inteiro. Entrava gratuitamente em qualquer show, evento, museu, festa, fazia tudo que queria sem dificuldades. Bastava desejar, ouvir o chiado na escuridão e estava lá sem ninguém perceber.
Veio o melhor de tudo: conheceu mulheres. Muitas mulheres. Como podia ter tudo que quisesse, conquistava a todas rapidamente, de qualquer classe, idade, etnia, tipo físico. Bastardo sortudo.
Certo dia houve um problema: o poder falhou. Ele não conseguiu sair da festa de alta sociedade que estava. Vários problemas e quase foi preso até conseguir escapar da enrascada.
Não conseguia mais se teletransportar. Falhava o tempo todo, tudo começou a dar errado. Com isso veio um grave problema: os recursos gratuitos acabaram, precisou voltar a vidinha simples de antes já que não se preocupou em guardar algo. Trabalhar muito dia e noite pra ter um parco salário e pagar aquele minúsculo apartamento. Nada de luxo, sem frequentar dezenas de lugares inacessíveis a meros mortais, adeus mulheres européias de seios grandes.
Entrou em depressão, não suportava mais. Em uma hora tinha tudo, e de repente não tinha mais nada. Amaldiçoou os céus por tamanha crueldade, como poderia ter sido abençoado com tal dom e de repente voltar a ser o coitado de antes?
Desejou, com todas as forças, que estivesse caindo no centro de um vulcão. Acabar com todo esse sofrimento de maneira dolorosa no magma fervente.
Foi quando ouviu um chiado e tudo escureceu. O medo subiu a espinha, e de repente se viu em queda livre, rumo a morte iminente. Não preciso narrar o que aconteceu.
Já dizia o velho e conhecido ditado: Cuidado com o que deseja.
domingo, 18 de março de 2012
Táxi noturno
sábado, 10 de março de 2012
E era só uma garrafa
sábado, 24 de dezembro de 2011
Um conto de natal
Ouvi um barulho estranho,
e de repente minha porta se escancarou. Era o Papai Noel, e estava bêbado.
Começou a me xingar, dizendo que odeia caras que nem eu, que esquecem as coisas
boas do natal e só pensam em futilidades. Mas ele começou a chorar enquanto
falava. O problema não era eu no fim das contas, ele tava chateado com a vida e
caiu do trenó por acaso na minha casa. Abri minha cachaça mineira e dividi com
ele, ficamos bebendo e discutindo sobre a vida e o universo. O véio era bom de
papo, demos altas risadas.sábado, 29 de outubro de 2011
Assembléia dos Sentimentos
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Doce vingança
Tantos meses que tenho me esforçado pra me aproximar dela, sempre sendo feito de bobo, sempre ficando em segundo lugar. Eu elogio de todas as formas possíveis pra ela não reclamar da vida, faço qualquer coisa que ela pede, sempre fico a total disposição, não importa que eu deixe meus trabalhos da faculdade ou minha família de lado, ela sempre é a prioridade!
Mas o que recebo em troca? Nada! Nem obrigado, na maioria das vezes. Ela fala mal de todos os caras que sai, que ninguém a entende, todos são horríveis, ignorantes, insensíveis e não tratam ela como a princesa que é. Mas eu sim!! Sempre estou ali pra dizer lindas palavras, pra dar um ombro amigo e tentar de todas as maneiras possíveis trazer felicidade a ela. Eu sonho com ela! Faço qualquer coisa por ela!
Só que dessa vez foi a gota d'água! Ela finalmente disse que ia sair comigo. Mas, justo no dia combinado, estava “mal” e não pode ir. Mas não é verdade! Horas depois eu a vi no shopping com outro cara!! Quando vier novamente falar comigo esperando ouvir coisas bonitas ou pedir favores receberá toda a maldade contida neste coração. Serei rude, maligno e cruel! Tenho cada palavra pronta, direi tudo que ela merece ouvir. Minha vingança será doce!! BWAA HAH HAHA HÁ (risada maléfica).
O telefone está tocando! E é ela!! A hora chegou, vou descarregar toda a minha fúria nessa maldita que ousou brincar com meus sentimentos.
Eu: Alô!
Ela: Oi, meu anjo!! Como vai?
Eu: Bem, e você?
Ela: Aiii, to com um problemão, meu computador estragou e preciso de alguém que saiba consertar....
Eu: Olha, eu até entendo um pouco, se quiser minha ajuda...
Ela: Ah, mas tu não tá muito ocupado agora?
Eu: Não! Imagina!!
Ela: Ah, ótimo! Vem agora de tarde, porque eu tenho um compromisso de noite. Kisses! Bye bye!
Desligou o telefone. Ela vai ver só, vou instalar um vírus no computador dela! Não, melhor que isso! Vou colocar um programa que lê tudo o que ela escreve pra saber o que fala de mim pras amigas! Minha vingança será doce! BWAA HAH HAHA HÁ (risada maléfica).
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Contrato Infernal
Eu: PQP! Quer me matar do coração?
Diabo: Não, meu jovem, estou aqui apenas para resolver teus problemas.
Eu: É mesmo??? E que problemas seriam esses?
Capeta: Posso resolver qualquer um. Não gostaria de ser um mestre do desenho? Quem sabe ... tocar guitarra melhor que Hendrix? Algo mais fútil, como riqueza e poder? Ou os mais ocultos e pecaminosos desejos com o sexo feminino?
Eu: Interessante. O que é necessário pra conseguir isso tudo?
Lúcifer: Basta assinar o contrato. Qualquer coisa que seja redigida no contrato é possível!!
Eu: Ah, claro! Em troca da minha alma, imagino...
Cramunhão: Não. Quero apenas tua coleção de revistas em quadrinhos.
Eu: Nem pensar! Passei anos pra formar essa coleção, não troco de jeito nenhum!
Satanás: O quê? Prefere continuar com esses dons medíocres a ser um mestre das artes? Prefere batalhar cada centavo no dia a dia ao invés de riqueza imensurável? Prefere sofrer de diferentes formas ao invés de facilitar tudo?
Eu: Eu nem me preocupo tanto com essas coisas, tenho uma coleção de quadrinhos bem legal pra me distrair.
Ao ouvir essa resposta sarcástica o Belzebu enfureceu-se de forma nunca vista antes, soltou um rugido gutural e me amaldiçoou eternamente. Em seguida um redemoinho de fogo e enxofre surgiu do chão e levou o Barão do Inferno de volta para as profundezas. A iluminação vermelha sumiu e tudo voltou ao normal, com exceção daquelas cinzas fumegantes em forma de pentagrama que ficaram no chão.
Bem, joguei fora a chance de realizar meus maiores desejos. Mas não parei muito tempo pensando nisso, pois logo em seguida comecei a reler minhas revistas do Homem-Aranha e Super-Homem.

sexta-feira, 20 de maio de 2011
Realidade paralela
No segundo dia havia algo de errado quando passei na frente dele. Meu pôster do AC/DC não estava na parede. Olhei pra parede real e confirmei que ele estava ali de fato. Deve ter sido algum efeito da cerveja que havia tomado. Apenas me deitei e dormi.
No terceiro dia eu estava sóbrio, e isso foi motivo de pânico quando olhei no espelho novamente. Onde antes estava o pôster do AC/DC havia um do Exaltassamba, onde antes estava minha guitarra agora havia um pandeiro. Minha estante de livros, gibis e criaturas em miniatura mudou de conteúdo: estava repleta de revistas de moda, produtos de beleza e uma pilha de CDs de pagode e sertanejo. Era o inferno.
No quarto dia não entrei no quarto. Dormi na sala. Minha mãe acha que sou louco.
No quinto dia tomei coragem e entrei lá armado de um pé de cabra. Tudo estava estranhamente normal dentro do espelho. Ele mostrava o quarto exatamente como ele é (mas ao contrário), nada de pagodices e boiolices. Suspirei aliviado e fechei os olhos para pensar um pouco.
Ao abrir os olhos, o medo tomou conta. O espelho voltou a mostrar aquele quarto demoníaco, e dessa vez eu havia mudado também. Minha calça preta e camiseta do Judas Priest se transformaram em um bermudão e uma camiseta branca justinha. Meu pescoço estava cheio de colares, minhas mãos cheias de anéis, minhas unhas estavam pintadas de rosa e meu cabelo tinha uma franja emo. Meu eu invertido sorria e me convidava para entrar lá e curtir a roda de samba.
Não sei qual a maldição desse espelho. Será que ele mostra o exato oposto do que somos? Será que é um portal para uma dimensão paralela? Será um castigo divino me condenando a sofrer com tudo que odeio?
Senti uma força me puxando para dentro do espelho. Pagode, moda, futilidades, vegetarianismo, transexualismo... tudo isso fará parte de mim se eu atravessar o portal para esse mundo. Em um esforço desumano juntei o pé de cabra e joguei com toda força no espelho. Ele estilhaçou-se em milhões de pedaços com o impacto fatal, e na mesma hora senti a restauração do equilíbrio. O espelho estava morto, e eu estava a salvo.
Juntei os cacos e coloquei no lixo. Nunca mais terei um espelho no meu quarto, essa realidade terrível não mais entrará em minha vida. Quem manda comprar coisas usadas, agora tenho sete anos de azar.




