Agora que chegou aqui não tem mais volta, meu amigo.

Então leia e aproveite o que minha loucura criatividade tem para oferecer.

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sábado, 18 de maio de 2019

Always Look On The Bright Side Of Life

Sabe, tive uma semana de merda. Provavelmente todas as coisas erradas possíveis aconteceram, como se o Sr. Murphy (aquele da lei) estivesse apontando pra mim e dando risadas.

Vou fazer uma viagem pra fora do país e tive meu visto negado (Trump não vai com a minha cara). Tentei cancelar a passagem e não é reembolsável (coisa pouca, só mais de 4.000 reais). Tive problemas com minha operadora de celular, tentei trocar, contratei um novo plano de outra e todo o processo deu errado, claro. Ah, meu carro de repente começou a vazar óleo. E nem entro no mérito de problemas advocatícios que surgiram com um pedaço de terra insignificante que é das poucas coisas que meu pai me deixou.

Enfim, sem mais choro, mas que semana desgraçada.

Mas me deparei esses dias com todos os filmes do Monty Phyton no Netflix. Adoro eles. Baixei "A Vida de Brian" no celular pra ir olhando os trechos aos poucos durante a semana. Ontem, sexta-feira, depois de mais um dia terrível, olhei o final do filme.

Se você não conhece o filme, conta a história de Brian, um rapaz que nasceu no mesmo dia e horário que Jesus, só que na manejdoura do lado, tanto que os 3 reis magos até se confundem no começo achando que ele é o messias. Um filme altamente crítico sobre cultura e sociedade, mas com aquele humor genial que só os Phytons conseguiam fazer. Após uma série de problemas, Brian termina o filme sendo crucificado, mas o cara da cruz do lado começa uma linda música falando que é bom olhar pro lado bom da vida.

Ouvir aquilo me renovou. Uma letra linda e reflexiva. Pronta para transformar nós, titãs da truculência, em jovens emotivos.

Recomendo fortemente que veja este filme. A vida as vezes é uma merda, mas não se assuste, dê um assobio e olhe pelo lado bom da vida.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Me divirto

Eu me divirto com os hipócritas.
Falam sobre ajudar os mais necessitados, mas fecham o vidro do carro quando o rapaz vem pedir um troco no sinal.
São contra homofobia, todos tem seus direitos, só esperam que seu filho/filha seja "normal" e tenha uma família linda pra ver depois os netinhos correndo pela casa.
Não são racistas, isso é uma coisa terrível. Mas aff, a filha arranjou aquele namorado favelado lá que nossa.
Livre mercado é a melhor solução pra tudo! Opa, licitação com o governo, vamos aproveitar isso daí hein.

Como eu me divirto com os hipócritas.
Discursinho moral contra armas, elas são horríveis e o cidadão não tem capacidade de se controlar estando armado. Mas que bom que o bandido que roubou a casa dele tomou um tiro quando fugiu da polícia.
Vamos liberar todas as drogas, é um direito do cidadão poder escolher o que quer, vai acabar com o tráfico. E aquela família que foi destruída pelo crack? Ahh, é que faltava estrutura familiar, pai alcólatra, né? (daí nesse momento acende um beck e começa a filosofar a respeito).

Ah, mas como me divirto com os hipócritas.
Toda música é uma expressão cultural. Menos funk. Funk devia ser proibido pelo governo.
Essas cambadas de funcionários públicos aí, não fazem nada e ganham muito, tudo aos nossos custos. Opa, olha só, concurso pro legislativo, vou me inscrever, to fazendo cursinho pra esse a um ano.
Temos que obedecer a Deus acima de tudo, meu coração é do senhor Jesus, amar ao próximo sempre. Ô FILHO DA PUTA, SAI DA MINHA VAGA, EU CHEGUEI PRIMEIRO!

Ei, hipócritas, já disse como vocês me divertem?
Esses esquerdistas aí querem acabar com a família! E sai mais cedo nas terças feiras pra poder traçar a secretária no motel antes de ir pra casa ver mulher e filhos.
E esses homens que não prestam e pensam que somos lixo? Feminismo sempre! Direitos iguais! Enquanto isso a mãe tá fazendo o almoço e xinga o pai que não deixou dinheiro pra ir no shopping.
Se elegerem o fulano (ensira aqui o nome do político que não gosta do momento) vai destruir o país. Vamos virar uma ditadura militar/comunista/socialista (escolha o modelo conforme suas convicções) e vamos perder todos nossos direitos.

Ah, poisé, eu to meio revoltado. Deixa eu tomar aqui minha cachaça e pensar na moral e bons costumes enquanto acesso uns sites de sacanagem e vou polindo meu revólver de caçar gays.

sábado, 19 de maio de 2018

Vamos apreciar mais

Eu aprecio pessoas que almoçam sozinhas e não se sentem culpadas por isso. Ficam com os próprio pensamentos, ouvindo uma música de repente, ou apenas almoçando sem nada em mente. É um momento de paz e sossego.

Não a toa, eu almoço sozinho quase todos os dias. Alguns pensam que sou antisocial, mas eu simplesmente gosto. Já passo o dia todo lidando com pessoas do estado inteiro, por email ou telefone, então durante aquela 1h de almoço, aprecio minha própria companhia. Depois de comer dou uma volta, ou vou para a biblioteca ler um pouco, ou simplesmente fico no celular vendo memes e vídeos.

Mas é um pouco engraçado, pois tenho colegas que se almoçarem sozinhos é como se o mundo fosse desabar. Possuem uma necessidade de alguém junto enquanto devoram a comida, mesmo que as vezes mal conversem. Seriam os instintos sociais do ser humano?

Tenho lido um pouco de filosofia ultimamente, Nietsche comenta sobre o instinto de rebanho/manada das pessoas. Sair do rebanho as vezes é doloroso, pensar fora da caixa pode te transformar em um pária na sociedade. E é verdade. Eu, por exemplo, sempre fui um pouco deslocado da multidão, gostos mais alternativos, fora da manada. Não, não sou o diferentão da parada, só evito ser mais um genérico que não pensa em seu crescimento pessoal.

Aprecie os momentos consigo mesmo. Não importe-se exclusivamente com aprovação ou não da manada, apenas aprecie-se.

domingo, 18 de março de 2018

Pequenas pausas

A vida na "cidade grande" nos suga a vitalidade. Você começa o dia bem cedo, pega ônibus, trabalha, estuda, de repente faz uma academia em algum ponto do dia e.... chega de noite em casa morto de cansaço só querendo deitar. E no dia seguinte a mesma coisa.

Basicamente, essa é a minha rotina. E provavelmente a sua também. E de quase todos os outros brasileiros, tirando umas exceções privilegiadas aqui e ali.

Mas acalme vosso coração, esse não é um texto de reclamação. É um texto de sugestão. "Mas como assim sugestão, porra?", você pensa enquanto enruga a testa. Minha intenção é apenas dar uma dica: Faça pequenas pausas.

As pequenas pausas podem salvar seu dia. De manhã cedo, olhe para o horizonte antes de embarcar no ônibus e admire a vastidão do universo. Após o almoço, tire os últimos 20 minutos para ler umas páginas de um livro e alimente sua inteligência. Antes de dormir, fique um tempo olhando aquele quadro do Star Wars na parede e viaje mentalmente para outras galáxias.

Faça pequenas pausas.

Não importa se minhas dicas acima não se encaixem na sua rotina, crie as suas próprias pequenas pausas. Dedique 15 minutos a mais para brincar com seu filho (ou cachorro), pinte um pouco em um quadro, fale um pouco com seus avós, apenas faça algo prazeroso e sem obrigação por você mesmo.

Pequenas pausas podem salvar sua sanidade.

Sim, isso mesmo. Não sei quais são os problemas na tua vida, pelo que passa, mas talvez aquela pequena pausa que faça pode ser a válvula de escape necessária para não ficar louco. Falo por experiência própria.

É duro as vezes olhar pro espelho e ver que as coisas não estão boas, que você está cedendo, que uma crise pode desencadear cedo ou tarde e virar sua vida de cabeça para baixo. Mas seja forte, faça uma pequena pausa, dos pequenos momentos podem surgir as maiores conquistas.

Agora com licença, pois a pequena pausa que tirei para escrever este texto acabou. Tenha uma ótima semana!

domingo, 21 de janeiro de 2018

Bons sonhos

Voltei a ter sonhos "loucos" essa semana. Só pra contextualizar, eu sempre fui criativo e inovador no campo dos sonhos (ó o empreendedorismo sonhador, gente), e não raro eu estava enfrentando robôs gigantes, tsunamis de sharknados, falando com alienígenas ou simplesmente fazendo parte de um ringue de luta clandestino em uma prisão de segurança máxima (esse eu adorei).

Entretanto, todavia, doravante, fazia tempo que eu não tinha sonhos, ou quando eles vinham eram "burocráticos", com coisas do dia a dia. Isso me entristecia, mesmo quando eram sonhos fortes e difíceis, a pegada louca sempre se fez presente em algum momento. Seriam sintomas da vida adulta? Ou, então, devido aos maus momentos que tenho passado, onde infelizmente preocupações da vida tomaram a prioridade? 

Não sei. Mas essa semana me lembro de pelo menos 2 sonhos loucos. Sem muita explicação, mas num fui atropelado pelo Ozzy Osbourne e outro envolvia fugir de uma anaconda gigante em uma cachoeira. E essas são apenas as partes sensatas de contar na web.

Chega de sonhos desprovidos de criatividade, que envolvam preocupações financeiras ou emocionais, chega de sonhos que tragam culpas antigas. Eu quero apenas sorrir ao levantar de manhã. Não quero mais me ver em um beco sem saída, dentro da minha mente, onde as possibilidades ficam indo e voltando, dizendo o que poderia ou não ser feito, com quem poderia ou não estar ao teu lado.

É um novo ano, na mesma vida. Não importa as adversidades, eu quero levantar a cabeça e me sentir livre dessa doença chamada sociedade, onde somos obrigados a nos envolver diariamente. Não quero mais falar de política, economia, quem pode ou não fazer o quê, eu só quero acorda de manhã, depois de ser atropelado pelo Ozzy, e seguir minha vida sem consciência pesada.

Tenho sido muito amargo ultimamente, tanto com minha família quanto com meus amigos. Quero que isso vá pra longe, pois não posso deixar o amargor da sociedade suprimir a leveza de minha alma. Porque se minha alma se tornar pesada, aí sim, meus amigos, vou ser parte da doença, e isso eu não desejo pra ninguém.

Se você está lendo este texto até aqui, não importa quem seja, eu te desejo muita felicidade e conquistas em tua vida. E bons sonhos, claro.

sábado, 7 de outubro de 2017

Como lágrimas na chuva

Outro dia eu estava no trem, como em todos os dias úteis da semana, pensando na vida, no universo e tudo o mais. Olhei ao longe e vi um rosto familiar. O semblante me lembrava alguém, mas demorei uns minutos a perceber, era um antigo amigo de infância. Eu não o via desde, sei lá, os meus 8 ou 9 anos.

Sabe quando surge aquele momento projetor de cinema, e vários rolos de filmes ficam passando pela mente?

Ele era meu melhor amigo naquela época, mas acho que se mudou do bairro sei lá por quê, e acabei nunca mais falando com ele. Brincávamos quase todos os dias. Íamos no zoológico juntos, líamos gibis, e tínhamos os mesmos gostos por bonequinhos de super heróis.

Olhei pra ele um pouco, ele me olhou mas claramente não me reconheceu, então virei a cara pra não parecer um daqueles caras psicóticos que ficam encarando pessoas do nada. Devo estar muito diferente, ou de repente aquela amizade maravilhosa nem foi tanto pra ele a ponto de lembrar, mas é assim mesmo que a banda toca.

Lembrei daquele diálogo do andróide em Blade Runner "Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva". Afinal, essa é a sina de nossas memórias afetivas, talvez não tenham sido tão afetivas para os demais que compartilharam.

Não quero que entenda este texto como uma lamentação, apenas como uma reflexão: Somos eternos enquanto pensarmos, somos infinitos em nossa finitude e somos invencíveis em nossas vulnerabilidades.

E uma dica: Não fique encarando pessoas que não te conhecem no trem. Sério, não faça isso.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Mensagem na garrafa

Hoje tivemos a reunião de equipe com os resultados do ano na "firma". Balanço geral, resultados que foram positivos, resultados que foram negativos, a confraternização, enfim, quem é do meio corporativo sabe como é isso.

Ao final, uma colega pegou um vidrinho cheio de papeis e disse "vocês lembram disso?". Eu não lembrava, mas alguns balançaram positivamente a cabeça. Ano passado cada um escreveu o que desejava para seu ano seguinte e guardamos ali para ver na reunião final do ano seguinte. Interessante, eu realmente não lembrava o que tinha escrito.

Meu bilhete tinha quatro coisas:
• Bons amigos.
• Mente tranquila.
• Coração leve.
• Manowar.

Refleti um pouco ao ler.

Tive, e ainda tenho, bons amigos. Poucos, mas são verdadeiros irmãos que me acompanham a vários anos.

Mente tranquila? Nem tanto, esse ficou a dever. Sabe, infelizmente coisas como processos jurídicos, excesso de demandas no trabalho, morte em família e dificuldades financeiras não costumam deixar a mente tão em paz. Mas nos viramos como podemos.

Coração leve... qual será o real significado disso? Talvez estar sentado aqui, sem culpa nenhuma de qualquer coisa, seja um sinal de que esse desejo foi bem atendido.

Agora... Manowar.... essa não poderia de maneira nenhuma deixar de ser cumprida. Você conhece Manowar? Caso não, faça o favor de sair deste site. Não, mentira, continue pois tenho muito apreço por tua pessoa :)   Manowar é tudo. Hail and Kill, brother of Metal!


Bem, voltando ao assunto principal, após cada um ler, tivemos que fazer um novo bilhete para ler ao final do próximo ano. Sabe o que fiz? Escrevi as mesmas coisas.

Bons amigos, mente tranquila, coração leve e Manowar. Quem precisa de algo mais pra ser completo na vida?

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

E aquela sensação?

Já teve aquela sensação de vitória? De vencer o páreo, ultrapassar limites, ser o rei do pedaço. Espero que sim. Todos merecem um momento desses vez ou outra.

Já teve aquela sensação de derrota? Nada que fez deu certo, você é um nada, a escória que sobrou. Espero que não, mas provavelmente sim, é comum ao ser humano. Ninguém vence sempre na vida.

Já teve aquela sensação de descrença? Nosso sistema falido não apresenta evolução, somos hamsters correndo em uma roda atrás do petisco. Bem, essa depende do seu nível de lucidez.

Já teve aquela sensação de felicidade plena? Satisfação total com a vida, sem preocupações, dores ou inconveniências. Provavelmente não, é algo raro e, pensando melhor, nem um pouco confiável.

Já teve aquela sensação de ser amado(a)? O calor fluindo pelos vasos sanguíneos, um sentimento lindo que transpassa o mundo corporal. Do fundo do meu coração, desejo que já tenha tido.

Já teve aquela sensação de abandono? Tudo que fez relegado a nada, horas, dias, meses dedicados jogados no lixo sem remorso. Talvez, nossa vida nos mostra muitas pessoas que nos abandonam.

Já teve aquela sensação de indiferença? Sabe, tanto faz.

Sensações aqui e ali, variantes como o humor de uma pessoa com transtorno de personalidade borderline. Mas não precisa ter transtorno para ser um mar de sensações, você apenas precisa ser humano. E nunca fui tão humano como sou agora.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Casa dos sonhos

Algumas coisas não são fáceis de resolver. Inventário é uma delas. Algumas posses aqui e ali, algumas dívidas aqui e ali, complicações aqui e ali.... enfim, não é fácil.

No último final de semana fui olhar a casa na praia de meu falecido pai com a família. Uma construção quase pronta em um condomínio fechado em uma lagoa. Legal, né? Sim, até seria se não fossem diversos fatores que nos obrigarão a vender ela, todos tem suas prioridades e ninguém no momento pode arcar com essa parte integralmente na divisão de bens.

Entretanto, isso não é nada de mais, é parte do processo. O mais difícil foi realmente ir lá. Andar por aqueles cômodos, ver uma casa linda, visualizar em cada cômodo um futuro que não acontecerá. Eu sempre passei os finais de ano com o meu pai, sua esposa e meus irmãos, na casa da praia dele (que era outra antes dessa). Em seus últimos anos de vida, ele adquiriu essa propriedade e estava exaustivamente construindo sua morada definitiva, ele queria se mudar pra lá e curtir a aposentadoria.

Uma casa linda, ampla, em um local paradisíaco. Falávamos tanto de lá, de como ele queria que eu fosse todos os finais de semana possíveis no verão para aproveitar com eles. Um daqueles quartos seria só pra mim e minha namorada (fosse quem fosse rsrs), e ele me mostrava fotos do passo a passo da construção, que eu nunca tinha visitado até então. Eu imaginava tantas festividades, tanto descanso, tardes ensolaradas de verão (e, por quê não, tardes frias de inverno também) destinadas a minha família.

Bem, quis o destino que ele se fosse, que o sonho de veranear com meu velho tomando cerveja na beira de uma lagoa ficasse apenas em sonho. Ir lá me doeu muito, um aperto no coração. Como sinto saudades dele, nossa, que falta ele me faz. Ver aquela casa dos sonhos ativou meus sentimentos. Sonhos que nunca se realizarão.

Procuro forças para seguir a vida, que é muito mais difícil desde que ele se foi. Mas eu encontrarei essa força, um dia talvez eu tenha minha própria casa dos sonhos, com minha própria família que amarei muito e nunca abandonarei por escolha própria como ele fez. Ou talvez não, quem sabe eu continue gastando meu dinheiro em Heavy Metal, cerveja artesanal e bonequinhos importados. No fim, nunca sabemos o que vem pela frente, mas nada nos impede de sonhar.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Ela é tudo

Ela é a noite que me acalenta. Seus olhos refletem a personalidade forte, ansiosa nas pequenas causas, distraída nos grandes cataclismas.

Quando me sinto só, ela me toca, me transforma, me impede de seguir os cruéis instintos da autodestruição. Impregnada de desejos, sanciona que devo seguir em frente, que devo acalentar os anseios e personificar única e especialmente a felicidade (que nunca é plena).

Ela é o caos, chega sem olhar pra frente batendo em tudo que vê, atingindo qualquer átomo que passe por seu caminho. Esse caos me rejuvenesce, reascende a chama da juventude, da liberdade, da petulância, do questionamento.

Nos momentos de perdição, ela é o caminho. Me conduz de volta a linha, mesmo sem saber o que está fazendo, a racionalidade que volta restabelece o fio condutor de meus atos.

Ela é a vida. Ela é só minha. E como me faz bem.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

O Senhor e o arroz com queijo

A cada 15 dias tenho aula em minha pós graduação. Como sempre saio correndo do trabalho para chegar na hora, passo em uma lancheria no caminho para comer algo. Normalmente chego, peço um misto quente com ovo e um café com leite e me alimento substancialmente.

Demorei a perceber, mas em todas as vezes que fui, tinha um senhor sentado em um canto. Esperando pacientemente, ele aguardava seu lanche, que se resumia a um prato de arroz. Sim, apenas um prato de arroz branco, bem soltinho.

Fiquei curioso e observei. Ele tinha uma sacola do lado, de onde tirava uma fatia de queijo, abria o arroz, jogava ela no meio, cobria com arroz e esperava por cerca de um minuto, enquanto o arroz quente derretia o queijo. Com um semblante de felicidade, ele se poe a comer. Achei curioso.

Após ver pela primeira vez o "modus operandi" do senhor, vi que em todas as vezes ele fazia o mesmo procedimento. Sempre no mesmo horário (o que eu chegava lá pra comer, pontualmente às 18h), sempre o mesmo prato de arroz, sempre aquela fatia de queijo de dentro da sacola. Após satisfeito, sempre pedia meio copo de água e tomava com um remédio que também estava dentro da sacola.

Sabe, para alguns isso deve ser estranho. Esse "velho esquisito" fica no canto, quieto, come sempre o mesmo prato, faz seu ritual, e vai embora. Quem será ele? Por quê gosta tanto de arroz com queijo?

Não importa. Quem sou eu para julgar, se todas as vezes que fui lá pedi um misto quente com ovo e um café com leite? Talvez aos olhos dele eu que seja um estranho por sempre pedir isso.

Nossos hábitos dizem muito sobre o que somos e como funcionamos. Gosto de meus hábitos, mesmo que nem todos sejam saudáveis. Esse senhor, mesmo que nunca tenha trocado uma palavra comigo, me mostrou que não podemos julgar as aparências, pois podemos ser semelhantes, mesmo que em níveis diferentes. Quem sabe ele me apelidou de "cara do misto quente com ovo".

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Tudo é possível - Outro ano de análises

Olá pra você que por ventura estiver lendo este texto. Como sempre, é um prazer tê-lo(a) por aqui. Sabe, acabei não escrevendo muito esse ano, tive alguns problemas pessoais, mas, mesmo assim, gostaria de transcrever algumas linhas sobre esse 2015 difícil e temperamental que mudou tantas coisas em minha vida.

Este foi um ano diferente, de viradas inesperadas, acontecimentos que jamais premeditei, mesmo sendo uma pessoa metódica e planejadora. Perdi meu pai, tive um acidente grave lutando que me inutilizou por vários meses, instabilidade emocional culminando em uma baixo estima muito além do que eu imaginava, insegurança no emprego (que, felizmente, se mostrou infundada, era só minha mente me sacaneando) e... detalhes.... afinal, como eu já disse muitas e muitas vezes, são os detalhes que me enervam.

Claro que também foi um ano de coisas boas. Diversão com meus amigos fiéis e inseparáveis, uma namorada que me acolhe e voltou a trazer certa luz em minhas trevas, meus animais que nunca desistem de me divertir quando chego em casa e uma família que, como sempre, me apoia e incentiva.

E foi, acima de tudo, um ano de amadurecimento. Percebi desafios que jamais me preparei. É difícil perder um ente querido tão próximo. Pra você que tem o privilégio de ter pai/mãe/avós por perto, aproveite-os ao máximo, pois estas coisas vem tão de repente que destroem qualquer um.

Mas o que esperar de 2016?
Uma antiga chefe minha mostrou certa vez  uma folha onde estava escrito IMPOSSÍVEL. Com uma caneta ela cortou o IM, deixando só o POSSÍVEL. É isso o que preciso para 2016, tornar possível tudo aquilo que desejo. Dos pequenos aos grandes sonhos, todos começam com uma tentativa e só se concretizam com esforço e dedicação.

Definitivamente não sou o mesmo de um ano atrás. Acho que nunca mudei tanto minha mentalidade com questões de responsabilidade e compromisso quanto agora. Isso é ruim? Não, devo usar isso a meu favor, toda experiência, boa ou ruim, leva ao teu crescimento pessoal.

Bem lá no fundo, tem muitas coisas que pesam e me magoam, lembranças, frustrações, erros diversos, mas, não importa o passado, temos que viver pro futuro. É difícil, mas não IMPOSSÍVEL.

E para você, que leu até aqui, muito obrigado e que Chuck Norris e Charles Bronson te iluminem
.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Sem você

Oi. Tudo bem? Sabe, faz tempo que não nos falamos. Tanta coisa aconteceu, eventos de felicidade, eventos de tragédia, conquistas pessoais, derrotas pessoais. Bem, nada diferente de qualquer pessoa.

Mesmo assim, eu queria que muita coisa tivesse sido diferente. Queria, primeiramente, que não tivéssemos perdido contato. Sinto saudades suas. Mesmo que nem sempre em bons momentos, sempre foi reconfortante. Algo em mim, mesmo em caos e agonia, permanecia sereno e tranquilo quando conversávamos.

As palavras transcorriam, falava do meu dia a dia, contava histórias, fazia rir, fazia chorar, fazia perceber que o mundo é cruel mas sempre existe algo que pode te alegrar. Você me alegrava.

Eu li em algum lugar que saudade é uma palavra de difícil transcrição para outras línguas, é quase que exclusividade da língua portuguesa. Eu relutava a saudade quando mais jovem, me via como um forte inabalável que não necessitava disso. Mudei esse conceito. Saudade é bom as vezes. Boas lembranças estão na mente para alegrar o espírito. Só deve cuidar para essa saudade não se tornar arrependimento.

Amoleci com a idade. E olha que nem sou tão velho. Pode ser amadurecimento, ou pode ser simplesmente uma nova perspectiva de viver.

Muitas pessoas me deixaram, ciclos que vem e vão, mas é chato viver sem você. Sem reclamações, sem exaltações, eu apenas sinto um vazio. Não aquele vazio de se sentir "incompleto", mas no sentido de que algo se foi, algo que somava.

A vida não é ruim sem você, só é diferente. Quisera eu que as coisas tivessem sido de outra maneira, que você ainda estivesse aqui para me alegrar. Talvez esse texto fosse daqueles contando piadas, algo que não tenho conseguido fazer desde que te vi pela última vez.

E é assim, sem qualquer piada ou reflexão, que termino esse texto. Mas deixo um obrigado por tudo que fez comigo, por ter me aturado, por ter me ajudado, por ter me xingado, por ter me mostrado perspectivas nunca antes imaginadas. Você foi muito importante pra mim.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Força

Minhas mãos tremem quando fico nervoso. Tenho ficado muito nervoso ultimamente, apesar do semblante calmo e tranquilo que deixo para as pessoas. Ninguém merecem minha ira e meu descontentamento com diversos acontecimentos.

Sabe, minha mente prega peças em mim. Vive me lembrando de coisas que não quero.

Teve aquela vez que baixei a cabeça para um valentão e fui humilhado em frente a toda a escola.
Quando minha primeira paixão me deu um fora através de um bilhetinho.
A última vez que tomei cerveja com aquele que julguei meu melhor amigo durante muitos anos, até seguirmos caminhos diferentes.
Lembro de esperar meu pai me buscar para visitá-lo e ele não vir, me deixando sozinho novamente (mãe, o pai vai chegar? - não sei, filho).
As falhas que tive com pessoas que amei, onde não fui o homem honrado e porto seguro que sempre tento ser.

Tudo isso vem e vai nos momentos mais mundanos. Posso estar no trem ouvindo música ou no trabalho matando minhas demandas. Não importa, aparecem.

Não compreendo a representatividade que isso tem, sei que é para o crescimento e amadurecimento de minha vida, mas queria que não doessem tanto, que não fizessem minhas mãos tremer.

Entretanto, continuo transformando tais acontecimentos em força de espírito.

Não voltarei a baixar a cabeça para ninguém que me faça mal.
Aquele bilhetinho me fez ver que romances perfeitos só existem em novelas.
Meu ex melhor amigo mostrou que amizades as vezes não são pra sempre, por mais importantes que sejam.
A ausência de meu pai me fez crescer presente para os que me cercam e a buscar me aproximar dele por conta própria sem esperar nada em troca. Algo que não me arrependo, pois ele se foi mas fiz muitas boas memórias junto dele.
Vi que sempre estamos sujeitos a erros e acertos com quem amamos, mas o que importa é reconhecer os próprios atos e ir em frente. O que é pra ser, será, o que não for, algo novo virá.

As mãos tremem, o coração se abala, a mente se entristece, mas o espírito se fortalece.

domingo, 31 de maio de 2015

Casca vazia

Ele batalha internamente com seus sentimentos e pensamentos. Cada dia uma nova luta, distorcendo a realidade dos atos, enaltecendo as barreiras que o privam da plenitude existencial. Ele não sabe o que é sorrir verdadeiramente.

Treina o corpo com afinco, mas sente-se fraco e indefeso. Lê, estuda, tenta adquirir o máximo de conhecimento, mas julga-se um ignorante que nada conhece. Trabalha muito, sempre com vontade, com perseverança, mas sente-se um inútil mesmo diante de elogios. Admirado por tantos, mas não consegue admirar a si mesmo.

As trevas da noite trazem gélidos pensamentos, recordatórias do passado, causos que o tempo não leva embora. Ele não consegue dormir sem ter pesadelos.

Sentado, olhando pro horizonte, um copo de cachaça na mão, ele nada pensa. Não há o que pensar, são os únicos momentos que se sente em paz espiritual, onde nada o atormenta. O vazio é seu reino, o nada sua morada, a indiferença sua amante.

Disseram que algumas coisas tem que ficar pra trás. Ele não sabe como, pois tudo que aconteceu permanece vívido. O destrói. Ele é uma fortaleza prestes a desmoronar.

Ele olha no espelho e vê uma casca vazia, sente-se incompleto. Entretanto, o que há de completá-lo?

Talvez nunca saiba.

Então venha, pegue uma cerveja, vamos brindar o sucesso de seus tormentos.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Um grito silencioso

Sabe, as vezes convivemos com as pessoas por anos e mesmo assim permanecemos sem saber nada delas. Atrás dos sorrisos e das palavras ocultam-se pensamentos que nunca são revelados. Meu pai era uma dessas pessoas.

Hoje, no momento que escrevo este texto, faz sete dias que meu pai se foi. Engraçado perceber que, nos 25 anos que o tenho como meu pai, não sei dizer quem ele era. Não falo isso por pouca convivência, pois apesar de não morarmos juntos ele sempre se fez presente, sempre foi bom, amável, nunca me deixou na mão, sempre querido e altruísta.

Mas meu pai sempre foi um mistério, não só pra mim, mas para todos. Ninguém sabe as músicas que ele gosta, o que ele sente, os lugares que gosta de ir, o que pensa de cada um, o que fazia no tempo livre. Ele NUNCA se abriu pra ninguém. Ninguém mesmo, é sério. Ele sempre foi feliz, sempre rindo, festejando, contornando os problemas da vida, ajudando a todos na família, batalhando para manter a saúde e a estabilidade financeira, meu pai era uma pessoa incrível.

Então ele tirou a própria vida. Simples, direto, sem sequer um bilhete ou qualquer indício que demonstrasse tal intenção. Não sei o que dizer a respeito. Foi a escolha dele e o mínimo que posso fazer é respeitar isso.

Foi um choque. Não vou entrar em detalhes, não é necessário revelar a maneira terrível que esse dia se desenvolveu. Mas eu, como o filho que mais se conteve, tomei a frente de tudo junto ao meu irmão. Nunca estivemos em tal posição, de ter que tomar as rédeas da situação.

Sabe, eu vou sentir saudades dele. Muitas saudades.

Ele nunca disse que me amava, era o jeito dele, mas eu me sentia tão bem quando estávamos juntos. Tomando aquela cerveja barata, conversando qualquer assunto que fosse, ouvindo as palavras de incentivo que ele tinha, pois apesar de não dizer claramente, ele demonstrava orgulho com minhas conquistas na vida.

Apesar dos mistérios, eu tenho muito a ver com ele. Temos gostos parecidos, atitudes semelhantes (que minha mãe vive dizendo "ah, igual teu pai") entre outras coisas. Com os recentes fatos percebi que, além disso, temos outra coisa em comum que falei antes e talvez seja o elo mais forte: as pessoas não sabem quem realmente somos.

Eu não chorei no dia. Alguns me viram como insensível, mas eu simplesmente não conseguia, e essa é a verdade. Minha tristeza e meu luto ficaram abafados dentro do peito, como um grito silencioso.

Diferentemente dele, acho que nunca cederei ao que ele fez. Mas no fim, mesmo sem saber quem ele realmente era, vejo o quão semelhantes somos. E sim, fico feliz por isso. Quero ser uma pessoa boa e admirada por tantos como ele foi. Uma pessoa querida e especial, que ajuda ao próximo sem exigir nada em troca.

Adeus, meu querido pai. Estará sempre presente em meu coração.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Expect no Mercy - Novo ano de análises

Olá, que bom ver você aqui. Sabe, durante esse ano eu fui muito ausente, devo ter escrito somente 3 ou 4 textos. Quebrei minha própria regra de quando criei o blog, de que sempre manteria no mínimo uma atualização a cada duas semanas. Vendo aqui, reparei que criei ele a longínquos seis anos. É muito tempo, ainda mais para um blog que o único objetivo é digitar pensamentos vez ou outra. A imensa maioria desiste após um ano, ou até após um mês.

Que coisa mais antiquada, ficar fazendo textos, não acha? E de certa forma eu sou antiquado. Ou, talvez usando uma palavra melhor, tradicional. Sim, eu gosto do tradicional, mesmo que reinventado a ponto de ser um tradicional moderno.

O que quero dizer com tudo isso? Nada, são apenas pensamentos. Tudo neste blog são pensamentos.

Ao longo de 2014 o que não me faltaram foram pensamentos. Tantos e tão complicados que nem consegui colocá-los escritos aqui. Sim, foi um ano difícil, muito difícil. Inúmeras vezes pensei em escrever como me sentia, mas quando me sentava em frente a tela, simplesmente não conseguia.

O que aconteceu de ruim em 2014?
Problemas. Todos tem problemas. Problemas me deixam insatisfeito.
Insatisfação no emprego, que culminou em uma amarga demissão.
Insatisfação no amor, que culminou em um sofrido (ao menos pra mim) rompimento.
Insatisfação no corpo, pois com os dois problemas anteriores me descuidei com má alimentação e bebidas.
Insatisfação espiritual pois, ao ver expectativas não sendo atingidas, me deprimi.

Pouquíssimas vezes me vi sem forças. Eu sempre representei um "porto seguro" para as pessoas que me rodeiam, por ser efetivo, por ajudar os outros a superar seus problemas e sempre permanecer com um sorriso no rosto e uma palavra amiga e racional. Mas eu não conseguia superar os meus próprios contratempos. Minha fachada de paz e racionalidade escondia inquietação e desespero.

Entretanto, ao mesmo tempo que tive esses desgastantes problemas, me vi livre pra pensar e refletir. Reconsiderar atitudes, pessoas, oportunidades. Mesmo diante de tantos "erros" ainda permaneciam muitos acertos.

Minha família e amigos permaneceram ao meu lado, como sempre. Aliás, alguns tiveram exatamente os mesmos causos que eu (na vida profissional e amorosa), e nos ajudamos mutuamente. Isso serviu pra ver que, por mais que tudo esteja uma desgraça, tem gente que compartilha da mesma situação.

Resolvi dar a volta por cima. Se no começo desse blog eu escrevia que sempre me esforçaria diante das adversidades, então eu manteria minha promessa.

Arranjei outra emprego. E melhor que o anterior, em todos os aspectos.
Arranjei outros amores, mas nisso não posso dizer se melhores ou piores que o anterior, pois cada pessoa tem suas qualidades e defeitos.
Voltei aos estudos. Eu sentia falta, mas não só isso, é necessário para me tornar cada dia mais profissional.

Além disso, resolvi realizar um sonho de infância: virar lutador. É sério. Agora sou praticante de Muay Thai, já até me graduei, e pretendo continuar subindo de nível até virar um Jackie Chan do guetto. Detalhe que isso resolveu em parte meu problema de peso, pois agora estou ficando com um porte físico de lutador. Invejem-me, comedores de bacon.

Seis meses atrás, eu sentava aqui com um copo de bebida e ficava lamentando meus erros. Hoje eu sento aqui e penso que a vida, ah a vida, ela é uma caixinha de surpresas (como dizia o Joseph Climber). Quem imaginou que eu terminaria o ano com o coração tão leve?

Me olho no espelho e consigo sorrir verdadeiramente. Certamente o próximo ano trará outros problemas, isso se os que tive esse ano não retornarem. Entretanto, eu treinei tanto física quanto emocionalmente pra dar uma porrada na cara dos problemas. Uma porrada estilo Chuck Norris.

Assim como a música do Nazareth (do disco cuja capa ilustra este post, Expect no Mercy):

"Se você está pronto para a rua e
Você quer arrumar confusão,
                                                          Deixe-me contar algo a você

Não espere perdão"

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Raiva motivacional

Dentre todos os gibis que estão na minha estante, destaco a coleção do Incrível Hulk. Está incompleta, mas é a que mais tenho material.
 
Bruce Banner era calmo, gentil, introspectivo e racional. Porém, diante da raiva, virava uma besta incontrolável.
 
Mas o que isso importa? Eu sempre me identifiquei com os extremos vistos nas histórias do Hulk. A que ponto um homem precisa manter sua racionalidade para evitar virar um monstro? Como ser calmo e gentil quando tem sua paciência posta a prova?
 
Já expus em alguns textos antigos que a raiva/fúria/ódio possuem um efeito "motivador" em mim. Nunca entendi direito, mas quanto mais ódio sinto por algo ou alguém, mais me esforço em meus objetivos.
 
Esse é o ponto, pois atualmente me vejo diante de novos objetivos. E, por motivos diversos, estou motivado pela raiva. Raiva que flui pelo meu sangue, que devasta minha mente com pensamentos negativos, que me deixa noites inteiras acordado e refletindo sobre meus erros. Isso é horrível, mas me deixa focado em transgredir as fronteiras da incapacidade.
 
Quisera eu não sentir raiva/ódio, talvez me sentisse mais leve. Mas, já que insistem em me perturbar, vou usar em benefício próprio, assim como o Hulk salvava o dia quando ficava louco e destruía os inimigos.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Penso, logo existo

Tem dias que você acorda pensando demais. Escova os dentes pensando demais, toma café da manhã pensando demais, vai pro trabalho pensando demais, almoça pensando demais e, ao fim do dia, se deita novamente na cama pensando demais.

Da vida e o universo, ao jornal que tinha uma notícia bizarra, daquele carro que soltou muita fumaça, tudo se mistura formando um novelo mental de pensamentos aleatórios. Por que isso?

Nunca saberei porque penso demais, só acabo pensando mais ainda sobre este fato. Pudera eu coordenar o que penso de maneira a não me irritar ou entristecer com fatos e acontecimentos que permeiam esses pensamentos. Bem, também há muitos pensamentos felizes, mas dificilmente eles dominam os dias pensativos.

Não fossem esses dias pensantes, acho que muito de nossa história não teria acontecido. De tomadas de decisão muito acertadas (ou erradas) a planos de vingança, tudo começa em um dia pensativo.

O pior disso tudo é a angústia. Mentes inquietas são mentes angustiadas, raivosas por algo que mude a situação, desordenados com as próprias vontades. Esse é o maior dos males pensantes.

Pense o que quiser pensar, mas não fique louco com isso.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

E mais um ano de análises

Já aviso, este texto não tem tiroteios, socos ou contos inusitados, é a reflexão sobre o ano de 2013 na minha vida. Espero que goste da leitura =]
 
Quando 2012 terminou, as expectativas eram altas. Não pude negar que aquele foi um dos melhores anos da minha vida, cheio de realizações. 2013 foi diferente, meio "morno", sinto que muito mais podia ter acontecido.
 
Farei em tópicos diversos, tal qual os textos anteriores.
 
Saúde: Descuidei um pouco a saúde, piorei um pouco a alimentação. Nada de mais, nem regredi minha forma física, mas os pequenos descuidos podem fazer a diferença mais tarde. Entrarei nos eixos em 2014. Espero.
 
Nerdice: Fui extremamente nerd esse ano. Gibis, jogos, filmes, seriados, bonecos... Com o tempo livre graças ao fim da graduação, pude me dedicar mais a meus gostos pessoais, e isso foi muito satisfatório.
 
Mundo acadêmico: Ano passado concluí minha graduação, e no início deste tive uma bela formatura. Fiz tudo errado, pra variar, e rendeu ótimos momentos de filmagem. Como sempre, agradeço Chuck Norris e Charles Bronson por essa conquista. Mas fora isso, não estudei mais nada, tirei 2013 para descanso. Estudos novamente, só em 2014.
 
Esportes: Deixei a desejar de novo. Sinto que me perdi em algum momento, preciso reviver meu lado aventureiro. Até o futebol tem sido pouco.
 
Amor: O que dizer neste tópico? Eu amo uma mulher e ela, por incrível que pareça, me ama. Pobre coitada, teve que ouvir todas minhas bobagens, incluindo a piada o pavê ou pacumê no Natal.
 
Família: Tentei, na medida do possível, ser mais presente com a família, sempre estar junto, e dedicar momentos exclusivos. Faça o que fizer, sempre valorize quem te apoia. Afinal, quem sabe o dia de amanhã?
 
Amigos: Tal qual a família, tentei ao máximo ser presente. Acho que a vida "adulta" distancia um pouco as pessoas, mas eu sempre poderei encontrar aqueles malucos e tomar uma ou doze cervejas.
 
Mundo profissional: Altos e baixos, temos que acompanhar as marés da vida. Só não posso deixar os tubarões me morderem.
 
Eu mesmo: O Eric foi um cara que não se esforçou o que deveria em 2013. Muito mais poderia ter sido feito. Envergonhe-se rapaz. É medo? É receio? É dúvida? Não importa, farei de 2014 o meu desafio pessoal. Vou me superar, ter meu lugar ao sol.
 
Como diria Ronnie James Dio, Sou o Homem na Montanha Prateada.