Por vezes, em determinadas ocasiões, minhas mãos tremem. É uma reação comum após levantar/puxar muito peso em um treino de musculação ou após uma sequência forte e duradoura de socos no Muay Thai ou Kickboxing (treino os dois). E, claro, as vezes elas tremem de nervosismo.
Eu me vi em situações angustiantes, nervosas e/ou geradoras de ansiedade em muitos momentos este ano. Quando, nestes momentos, eu via minha mão trêmula, escondia e deixava a vista apenas a minha máscara de força, a segurança e fortaleza que sempre prezei, mesmo que falsa em muitas ocasiões.
Feedbacks que não eram esperados no trabalho, noites e mais noites de estudo, tratar o psicológico em sessões semanais, treinar em busca de um corpo mais saudável, mudanças de hábitos alimentares, chamar aquela menina para uma volta no parque, tentar ver os poucos (mas fiéis e sempre bons) amigos, ajudar a família, ser um bom filho, rever meus cachorros após viajar por dias, terminar uma sexta ou sábado de noite olhando para o vazio e tentando não entrar em uma garrafa de vodka, todas essas e outras ocasiões que tremeram as minha mãos. Como pode ver, nem todas são situações ruins, a tremedeira também é por coisas boas.
Escreve este texto na véspera de Natal de 2025. Toda a família está reunida na minha avó, eu irei para lá também, mas resolvi tirar uma pausa para escrever este último texto do ano.
Eu sou um cara do Metal, sempre fui e sempre serei, mas o título deste texto é uma música do Elton John. A mensagem é simples, eu continuo de pé (I'm Still Standing). Não importa o que aconteça, não importa o vazio que eu sinta, o olhar distante que reflete no espelho, não importa o tremor que tenha em minhas mãos, eu permanecerei de pé.
Que você, que lê este texto, junte forças e vença o tremor que tem em suas mãos quando ele surgir. Obrigado pela leitura.

