Agora que chegou aqui não tem mais volta, meu amigo.

Então leia e aproveite o que minha loucura criatividade tem para oferecer.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Sentido pra quê?

Sempre fui um homem de resistência. Inegavelmente, "forte" sempre foi um descritivo entre minhas características intelectuais ou físicas. Desde o momento em que faço força quebrando algo com uma marreta ao fato de que em necessidade eu estou ao lado das pessoas trazendo racionalidade, a palavra "forte" sempre condiz com minhas atitudes.

Obviamente a mesa fórmula se aplica para outras palavras, como "bobo", "chato", "orgulhoso" e "mané", mas o texto hoje é sobre ser forte. O resto é resto.

Sabe, ser forte não é algo a se orgulhar as vezes. Quando você vira o pilar de sustentação de uma família, por exemplo, no momento que você deixa de "dar conta do recado" pode significar um pouco de decadência para todos. Ou seja, força também pode ser uma fraqueza.

Então força pode ser o mesmo que fraquezas? Sim, e o contrário também. Quem conhece suas fraquezas pode treinar e se preparar para elas, assim como quem tem forças pode se motivar por elas para almejar novos rumos. A complexidade desses paradigmas pode render algumas horas de filosofia de buteco.

Mas ok, por que todo esse papo sem sentido?
Por quê não somos invencíveis. Porquê não somos perfeitos. Porque muito da vida é imprevisível. Por que muitas vezes eu não lembro em qual frase se aplica cada um dos quatro tipos de "POR QUÊS".

E é assim, sem sentido, que sigo a vida.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Garçom, uma dose de respeito, por favor!

Tenho pensado em largar as redes sociais. Voltar a ser mais roots, quando minha comunicação com as pessoas era essencialmente email e SMS. Aliás, ainda me comunico só por email com muita gente, mas não é o caso.

Bem, entre devaneios, estou de saco cheio das coisas que tenho lido. Muito radicalismo, muita discussão desnecessária, muito desrespeito. Não tem nada que eu abomine mais do que o desrespeito. Nem mesmo o atraso dos correios com compras online.

Eu entendo que isso se deve a muitos fatores. O atual contexto político e social do país é uma bagunça completa e os avanços da tecnologia, ao mesmo tempo que abriram portas permitiram que todo mundo descarregue sua metralhadora de opiniões. Isso até seria ótimo, não fosse o desrespeito com opiniões diferentes. As pessoas clamam por liberdade, desde que os outros não tenham a liberdade de contrariá-las ou pensarem diferente.

Sabe, não me importa o teu sexo, cor, orientação sexual ou posicionamento político. Eu não ligo a mínima pro que você pensa, fala ou faz, desde que não me prejudique de alguma forma, tenha toda a liberdade que quiser em sua vida. Sério. Não sou daqueles "seja gay, só não perto de mim". Sou daqueles "seja gay, onde quiser, foda-se tua vida, tu não é meu namorado".

Só que me sinto julgado por cada palavra, pessoas que pensam por si acabam sendo abominadas pelas massas. Tenho opiniões mais conservadoras (no sentido de ética e moral, não de religiosidade ou preconceito sem sentido), mas se falo algo sou automaticamente um machista/opressor/coxinha/fascista. Interessante que eu também tenho umas opiniões mais liberais, daí se falo algo viro um mortadela/petista/comunista. Gente, decidam-se.

Enfim, aqui foi só um desabafo. Fica apenas o recado: Pense, seja, faça, realize. Só respeito os outros, concordem ou não contigo.

domingo, 9 de abril de 2017

As cadelas politizadas

Tenho duas cadelas, a Xena Maria do Couto e a Preta Mortícia Alves. Essas são as que moram comigo. Também tem o Hector Invictus III, mas a história hoje é só sobre a Xena e a Preta. E sim, eu dou nome completo para minhas duas filhas meigas e meu filhão forte e garboso.

Descobri um fato importante essa semana, elas tem posições políticas contrárias e muito bem definidas. Após um pouco de análise, concluí que Xena é de direita e Preta é de esquerda. Essa constatação também explica muito das atitudes delas.

Xena é a típica conservadora. Nunca gostou de baderna e atitudes fora do padrão, que obriguem ela a deturpar seus valores. Apesar de ser loira, ela não é racista ou homofóbica, mas percebe-se que fica incomodada na presença de pessoas/cães que não compartilhem de suas atitudes. Mas é aquele incomodado no sentido "ok, só me deixa em paz, não to a fim" e não o incomodado "vai pra Cuba, revolucionário". Ela gosta de boa comida, boa cama, os confortos que a vida capitalista proporciona, gosta de ser elite.

Apesar disso, ela é mais pacífica quando quer algo, sempre busca o diálogo e soluções para manter sues confortos. Privilegiada e tendenciosa com suas artimanhas para manter o status adquirido, de fato, mas é uma cadela aberta para novas ideias (querendo ou não essas novas ideias).

Preta, por outro lado, é a esquerdista declarada. Apesar de linda e enorme, luta por direitos iguais (mesmo já os tendo) e sempre quer se empoderar frente à Xena (se atravessa na pequena e empurra ela pro lado, a vez dela tem que ser priorizada a hora que ela quiser). Ela é mais enérgica, late forte pelo que quer sem discutir ideias e dialogar, pula o cercadinho da porta e invade/ocupa a sala e quando é tirada a força diz que foi agredida e roubamos os direitos dela.

Concordo com ela em várias coisas, as vezes precisamos mudar o status quo da sociedade e projetar chances iguais para todos, mas ela quebra muito as leis (desta casa), daí fica difícil defender. Outro dia tirei ela de cima do sofá e ouvi um "golpista" quando botei ela pra rua.

Apesar das diferenças ideológicas, até que elas convivem pacificamente, pois não são extremistas. Tem umas rusgas vez ou outra, mas nada que não possa ser resolvido.

Aliás, é indiferente o que elas pensam, pois aqui é monarquia, sou o Rei desta residência. Não, aqui não tem democracia, sou eu que mando. Não gostaram? Xena que vá pra Europa e Preta que vá pra Cuba.

domingo, 5 de março de 2017

Fighting The World

Desde pequeno sempre houve uma constante na minha vida, a paixão por artes marciais. Entretanto, por motivos diversos (superproteção da mamãe, preguiça ou falta de coragem) nunca treinei nada até chegar na vida adulta.

Pois bem, faz cerca de 3 anos que sou praticante de Muay Thai Boran. Pra quem não sabe, esse é basicamente o Muay Thai tradicional da Tailândia, que tem tanto a parte da luta quanto a parte filosófica e cultural de cada golpe, não é esses de academia que viraram praticamente um kickboxing, o negócio é bem roots. Todos os nomes em tailandês, o significado de cada posição, o respeito e autodisciplina e, claro, infinitos roxos e machucados pelo corpo.

Pois bem, pra que serviu essa introdução?

Por ser aficionado por lutas, sempre tive aquele sonho de subir num ringue e sair dando golpes estilo Van Damme. Mês passado surgiu uma competição e resolvi arriscar. Durante 4 semanas eu treinei muito, perdi cinco quilos pra baixar uma categoria, nem uma gosta de álcool, nada de doces, treinos diários, incluindo finais de semana... eu estava uma máquina, 81kg de força bruta, velocidade e técnica.

Confiante de meu esforço, esperando pelo dia de subir ao ringue e me mostrar digno. Mesmo que não ganhasse, eu queria que, ao final da luta, ainda estivesse de pé. Mas a vida, ahhh, a vida é uma caixinha de surpresas.

Uma semana antes da luta eu fiz um treino onde machuquei minha canela e, devido ao inchaço, me impossibilitei de lutar. Poisé, a vida faz dessas. Agora fico só com o Manowar, lutando pelo Heavy Metal, Fighting The World.

Outras competições virão, claro, ainda terei essa chance, mas que frustração. Enfim, One More Beer and Heavy Metal, If You Like Metal You Are My Friend.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Mensagem na garrafa

Hoje tivemos a reunião de equipe com os resultados do ano na "firma". Balanço geral, resultados que foram positivos, resultados que foram negativos, a confraternização, enfim, quem é do meio corporativo sabe como é isso.

Ao final, uma colega pegou um vidrinho cheio de papeis e disse "vocês lembram disso?". Eu não lembrava, mas alguns balançaram positivamente a cabeça. Ano passado cada um escreveu o que desejava para seu ano seguinte e guardamos ali para ver na reunião final do ano seguinte. Interessante, eu realmente não lembrava o que tinha escrito.

Meu bilhete tinha quatro coisas:
• Bons amigos.
• Mente tranquila.
• Coração leve.
• Manowar.

Refleti um pouco ao ler.

Tive, e ainda tenho, bons amigos. Poucos, mas são verdadeiros irmãos que me acompanham a vários anos.

Mente tranquila? Nem tanto, esse ficou a dever. Sabe, infelizmente coisas como processos jurídicos, excesso de demandas no trabalho, morte em família e dificuldades financeiras não costumam deixar a mente tão em paz. Mas nos viramos como podemos.

Coração leve... qual será o real significado disso? Talvez estar sentado aqui, sem culpa nenhuma de qualquer coisa, seja um sinal de que esse desejo foi bem atendido.

Agora... Manowar.... essa não poderia de maneira nenhuma deixar de ser cumprida. Você conhece Manowar? Caso não, faça o favor de sair deste site. Não, mentira, continue pois tenho muito apreço por tua pessoa :)   Manowar é tudo. Hail and Kill, brother of Metal!


Bem, voltando ao assunto principal, após cada um ler, tivemos que fazer um novo bilhete para ler ao final do próximo ano. Sabe o que fiz? Escrevi as mesmas coisas.

Bons amigos, mente tranquila, coração leve e Manowar. Quem precisa de algo mais pra ser completo na vida?

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

E aquela sensação?

Já teve aquela sensação de vitória? De vencer o páreo, ultrapassar limites, ser o rei do pedaço. Espero que sim. Todos merecem um momento desses vez ou outra.

Já teve aquela sensação de derrota? Nada que fez deu certo, você é um nada, a escória que sobrou. Espero que não, mas provavelmente sim, é comum ao ser humano. Ninguém vence sempre na vida.

Já teve aquela sensação de descrença? Nosso sistema falido não apresenta evolução, somos hamsters correndo em uma roda atrás do petisco. Bem, essa depende do seu nível de lucidez.

Já teve aquela sensação de felicidade plena? Satisfação total com a vida, sem preocupações, dores ou inconveniências. Provavelmente não, é algo raro e, pensando melhor, nem um pouco confiável.

Já teve aquela sensação de ser amado(a)? O calor fluindo pelos vasos sanguíneos, um sentimento lindo que transpassa o mundo corporal. Do fundo do meu coração, desejo que já tenha tido.

Já teve aquela sensação de abandono? Tudo que fez relegado a nada, horas, dias, meses dedicados jogados no lixo sem remorso. Talvez, nossa vida nos mostra muitas pessoas que nos abandonam.

Já teve aquela sensação de indiferença? Sabe, tanto faz.

Sensações aqui e ali, variantes como o humor de uma pessoa com transtorno de personalidade borderline. Mas não precisa ter transtorno para ser um mar de sensações, você apenas precisa ser humano. E nunca fui tão humano como sou agora.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Sem moleza

Alguns meses atrás eu falei que comprei um carro. Sabe, dirigir não é uma tarefa fácil, ainda mais em Sapucaia do Sul, minha terra natal. Sem bairrismos, apenas digamos que um excesso de falta de noção dos moradores dessa pequena cidade dificulta consideravelmente o bom andamento do trânsito.

É carro que corta tua frente. É pisca que não é ligado. Olha só, um pedestre correndo e te obrigando a frear em cima do laço totalmente de repente!!! Poisé, amigos, bem vindo ao caos.

Mas isso não é nada, experimente dirigir em Porto Alegre.... qualquer erro cometido é seguido de uma sinfonia de  buzinas e maldições gritadas através dos vidros que se perpetuarão por toda a minha prole até o final dos tempos.

Apesar disso tudo, é muito bom dirigir. Comecei meio caótico, errando tudo o tempo todo, mais nervoso que torcedor em final de campeonato. Peguei uma boa prática, tenho segurança e, claro, sou alugado pela minha mãe, vó, namorada e quem mais puder para ir em qualquer lugar. Vida de adulto não é fácil.

Dirigir não é uma tarefa fácil.