Agora que chegou aqui não tem mais volta, meu amigo.

Então leia e aproveite o que minha loucura criatividade tem para oferecer.

sábado, 19 de maio de 2018

Vamos apreciar mais

Eu aprecio pessoas que almoçam sozinhas e não se sentem culpadas por isso. Ficam com os próprio pensamentos, ouvindo uma música de repente, ou apenas almoçando sem nada em mente. É um momento de paz e sossego.

Não a toa, eu almoço sozinho quase todos os dias. Alguns pensam que sou antisocial, mas eu simplesmente gosto. Já passo o dia todo lidando com pessoas do estado inteiro, por email ou telefone, então durante aquela 1h de almoço, aprecio minha própria companhia. Depois de comer dou uma volta, ou vou para a biblioteca ler um pouco, ou simplesmente fico no celular vendo memes e vídeos.

Mas é um pouco engraçado, pois tenho colegas que se almoçarem sozinhos é como se o mundo fosse desabar. Possuem uma necessidade de alguém junto enquanto devoram a comida, mesmo que as vezes mal conversem. Seriam os instintos sociais do ser humano?

Tenho lido um pouco de filosofia ultimamente, Nietsche comenta sobre o instinto de rebanho/manada das pessoas. Sair do rebanho as vezes é doloroso, pensar fora da caixa pode te transformar em um pária na sociedade. E é verdade. Eu, por exemplo, sempre fui um pouco deslocado da multidão, gostos mais alternativos, fora da manada. Não, não sou o diferentão da parada, só evito ser mais um genérico que não pensa em seu crescimento pessoal.

Aprecie os momentos consigo mesmo. Não importe-se exclusivamente com aprovação ou não da manada, apenas aprecie-se.

domingo, 18 de março de 2018

Pequenas pausas

A vida na "cidade grande" nos suga a vitalidade. Você começa o dia bem cedo, pega ônibus, trabalha, estuda, de repente faz uma academia em algum ponto do dia e.... chega de noite em casa morto de cansaço só querendo deitar. E no dia seguinte a mesma coisa.

Basicamente, essa é a minha rotina. E provavelmente a sua também. E de quase todos os outros brasileiros, tirando umas exceções privilegiadas aqui e ali.

Mas acalme vosso coração, esse não é um texto de reclamação. É um texto de sugestão. "Mas como assim sugestão, porra?", você pensa enquanto enruga a testa. Minha intenção é apenas dar uma dica: Faça pequenas pausas.

As pequenas pausas podem salvar seu dia. De manhã cedo, olhe para o horizonte antes de embarcar no ônibus e admire a vastidão do universo. Após o almoço, tire os últimos 20 minutos para ler umas páginas de um livro e alimente sua inteligência. Antes de dormir, fique um tempo olhando aquele quadro do Star Wars na parede e viaje mentalmente para outras galáxias.

Faça pequenas pausas.

Não importa se minhas dicas acima não se encaixem na sua rotina, crie as suas próprias pequenas pausas. Dedique 15 minutos a mais para brincar com seu filho (ou cachorro), pinte um pouco em um quadro, fale um pouco com seus avós, apenas faça algo prazeroso e sem obrigação por você mesmo.

Pequenas pausas podem salvar sua sanidade.

Sim, isso mesmo. Não sei quais são os problemas na tua vida, pelo que passa, mas talvez aquela pequena pausa que faça pode ser a válvula de escape necessária para não ficar louco. Falo por experiência própria.

É duro as vezes olhar pro espelho e ver que as coisas não estão boas, que você está cedendo, que uma crise pode desencadear cedo ou tarde e virar sua vida de cabeça para baixo. Mas seja forte, faça uma pequena pausa, dos pequenos momentos podem surgir as maiores conquistas.

Agora com licença, pois a pequena pausa que tirei para escrever este texto acabou. Tenha uma ótima semana!

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

28 coisas

Para você que não conhece a fundo (ui) o Eric, abaixo 28 coisas sobre ele (eu na terceira pessoa):

1: Tenho várias medalhas de diversos esportes, mas nenhuma de ouro, o que é traumático de certa forma;
2: Eu brigava muito quando pequeno, praticamente todos os dias, tinha até clube da luta onde alguém sempre saía chorando;
3: Também praticava bulling com meus colegas. E sofria bulling deles também, era recíproco;
4: Desenhei muito a minha vida inteira. Pratico muito raramente hoje em dia, infelizmente, mas ainda sou bom;
5: Tenho mais de 30 livros do Stephen King, ele é meu ídolo da ficção;
6: Tenho uma coleção de bonecos que não deixo nenhuma criança tocar (pois meu primo destruiu a que eu tinha quando era mais novo, então agora adulto eu sou chato e zeloso);
7: Um boneco em especial é de um digimon demônio, ele é meu confidente em noites de bebedeira;
8: Já participei de concursos municipais de poesias, e tive umas publicadas;
9: Meu primeiro CD não foi de rock, foi um de samba e pagode que ganhei de meu irmão. Ainda bem que não surtiu efeito;
10: Meu primeiro CD de rock pesado foi do AC/DC, vindo de minha mãe. Esse sim surtiu efeito;
11: Eu era muito, mas muito introspectivo, a ponto de mal conseguir falar com desconhecidos ou atender o telefone;
12: Hoje sou cara de pau, descontraído, piadista, sarcástico e um tanto quanto bobo;
13: Meus ídolos são de macheza. Cresci admirando Arnold, Stallone, Norris, Seagal, Van Damme, Bruce Lee, Jackie Chan e qualquer outro que metesse porrada e tiro nos caras maus;
14: Não toco nenhum instrumento (tentei guitarra mas não rolou), mas sou assíduo da cena underground, conheço diversos músicos e já fui em cada lugar que deuzulivre;
15: Sou muito Heavy Metal, é sério. Eu não choro, se algo sair de meus olhos é testosterona em excesso sendo expelída;
16: Faço exercícios regulares desde os 12 anos. Sempre fui gordo de teimoso mesmo;
17: Sou graduado em publicidade e propaganda e pós graduado em gerenciamento de projetos. Não faz muito sentido, mas é assim que é;
18: Sou praticante de Muay Thai Boran desde 2014. Tenho graduação e, modéstia a parte, sou bom;
19: Se bem que o esporte que sempre me destaquei foi a natação, esse sim eu sempre fui bem bom (mas nunca ouro, conforme item 1);
20: Já fiz 4 cirurgias, cada uma por um motivo diferente, mas todas por ser azarado;
21: Já me apaixonei, desapaixonei, já fui feito de trouxa, já fiz de trouxa outras pessoas, minha vida amorosa é igual a de todo mundo, mas eu posso afirmar com certeza absoluta: Nunca menti pra nenhuma parceira;
22: Já fiquei bêbado em todas as oportunidades possíveis, já dei pt, fiz muita garotice. Hoje menos, mas vez ou outra volto a esses costumes;
23: Politicamente sou liberal na economia, vida privada e a todos os costumes e culturas (desde que dentro da lei), mas conservador no que tange a moralidade dos atos. E não, uma coisa não anula a outra, mas não dá pra explicar em um linha;
24: Quando pequeno eu fiz uma lista de bandas que eu precisava ver antes de morrer. Com exceção do falecido Ronnie James Dio, vi tudo. Repetindo, eu sou muito Heavy Metal;
25: Eu amo minhas cadelas, assim como amei meu falecido primeiro cachorro, e não consigo ver minha vida sem dedicar parte do meu dia aos animais que amo;
26: Perdi meu pai de maneira trágica, mas ao invés de cair igual a ele, eu me tornei uma pessoa mais forte. O que não diminui meu amor e saudade por ele;
27: Nunca fiz uma lista sobre mim antes;
28: 28 é o número de aniversários que completo hoje, por isso fiz a lista. Parabéns pra mim :)

domingo, 21 de janeiro de 2018

Bons sonhos

Voltei a ter sonhos "loucos" essa semana. Só pra contextualizar, eu sempre fui criativo e inovador no campo dos sonhos (ó o empreendedorismo sonhador, gente), e não raro eu estava enfrentando robôs gigantes, tsunamis de sharknados, falando com alienígenas ou simplesmente fazendo parte de um ringue de luta clandestino em uma prisão de segurança máxima (esse eu adorei).

Entretanto, todavia, doravante, fazia tempo que eu não tinha sonhos, ou quando eles vinham eram "burocráticos", com coisas do dia a dia. Isso me entristecia, mesmo quando eram sonhos fortes e difíceis, a pegada louca sempre se fez presente em algum momento. Seriam sintomas da vida adulta? Ou, então, devido aos maus momentos que tenho passado, onde infelizmente preocupações da vida tomaram a prioridade? 

Não sei. Mas essa semana me lembro de pelo menos 2 sonhos loucos. Sem muita explicação, mas num fui atropelado pelo Ozzy Osbourne e outro envolvia fugir de uma anaconda gigante em uma cachoeira. E essas são apenas as partes sensatas de contar na web.

Chega de sonhos desprovidos de criatividade, que envolvam preocupações financeiras ou emocionais, chega de sonhos que tragam culpas antigas. Eu quero apenas sorrir ao levantar de manhã. Não quero mais me ver em um beco sem saída, dentro da minha mente, onde as possibilidades ficam indo e voltando, dizendo o que poderia ou não ser feito, com quem poderia ou não estar ao teu lado.

É um novo ano, na mesma vida. Não importa as adversidades, eu quero levantar a cabeça e me sentir livre dessa doença chamada sociedade, onde somos obrigados a nos envolver diariamente. Não quero mais falar de política, economia, quem pode ou não fazer o quê, eu só quero acorda de manhã, depois de ser atropelado pelo Ozzy, e seguir minha vida sem consciência pesada.

Tenho sido muito amargo ultimamente, tanto com minha família quanto com meus amigos. Quero que isso vá pra longe, pois não posso deixar o amargor da sociedade suprimir a leveza de minha alma. Porque se minha alma se tornar pesada, aí sim, meus amigos, vou ser parte da doença, e isso eu não desejo pra ninguém.

Se você está lendo este texto até aqui, não importa quem seja, eu te desejo muita felicidade e conquistas em tua vida. E bons sonhos, claro.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Entre museus e memórias

É muito interessante como as vezes você está em todas as partes de uma cidade e mesmo assim não conhece lugares óbvios, como museus. Poisé, Porto Alegre tem um monte de museus. Eu já visitei vários, mas um em específico eu nunca tinha ido, o Museu do Exército.

Adentrei aquele recinto em um dia de folga e me arrependi de não ter feito isso quando criança haha. Diversas "máquinas de guerra", tanques gigantescos com seus canhões proeminentes, carros blindados, sessões com armas antigas.... tudo que deixaria o pequeno Eric eufórico. Infelizmente ali era o Eric adulto, então tive que me conter e não sair pulando por tudo.

Vieram as lembranças das brincadeiras infantis. Eu pegava as roupas militares velhas e mofadas do meu avô (para desespero de minha mãe) e vencia várias guerras com muito tiro, porrada e bomba. Alimentado por filmes do Chuck Norris, Stallone e Schwarzenegger, o pequeno Eric era um guerreiro invencível que sempre tinha um tiro de misericórdia para o general russo/vietnamita/afegão ou qualquer outro que fosse o inimigo da américa.

Foi uma bela tarde de folga, com certeza. Ah, e com certeza eu subi em um tanque para usar a metralhadora, vide registro abaixo =)


sábado, 7 de outubro de 2017

Como lágrimas na chuva

Outro dia eu estava no trem, como em todos os dias úteis da semana, pensando na vida, no universo e tudo o mais. Olhei ao longe e vi um rosto familiar. O semblante me lembrava alguém, mas demorei uns minutos a perceber, era um antigo amigo de infância. Eu não o via desde, sei lá, os meus 8 ou 9 anos.

Sabe quando surge aquele momento projetor de cinema, e vários rolos de filmes ficam passando pela mente?

Ele era meu melhor amigo naquela época, mas acho que se mudou do bairro sei lá por quê, e acabei nunca mais falando com ele. Brincávamos quase todos os dias. Íamos no zoológico juntos, líamos gibis, e tínhamos os mesmos gostos por bonequinhos de super heróis.

Olhei pra ele um pouco, ele me olhou mas claramente não me reconheceu, então virei a cara pra não parecer um daqueles caras psicóticos que ficam encarando pessoas do nada. Devo estar muito diferente, ou de repente aquela amizade maravilhosa nem foi tanto pra ele a ponto de lembrar, mas é assim mesmo que a banda toca.

Lembrei daquele diálogo do andróide em Blade Runner "Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva". Afinal, essa é a sina de nossas memórias afetivas, talvez não tenham sido tão afetivas para os demais que compartilharam.

Não quero que entenda este texto como uma lamentação, apenas como uma reflexão: Somos eternos enquanto pensarmos, somos infinitos em nossa finitude e somos invencíveis em nossas vulnerabilidades.

E uma dica: Não fique encarando pessoas que não te conhecem no trem. Sério, não faça isso.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Sentido pra quê?

Sempre fui um homem de resistência. Inegavelmente, "forte" sempre foi um descritivo entre minhas características intelectuais ou físicas. Desde o momento em que faço força quebrando algo com uma marreta ao fato de que em necessidade eu estou ao lado das pessoas trazendo racionalidade, a palavra "forte" sempre condiz com minhas atitudes.

Obviamente a mesa fórmula se aplica para outras palavras, como "bobo", "chato", "orgulhoso" e "mané", mas o texto hoje é sobre ser forte. O resto é resto.

Sabe, ser forte não é algo a se orgulhar as vezes. Quando você vira o pilar de sustentação de uma família, por exemplo, no momento que você deixa de "dar conta do recado" pode significar um pouco de decadência para todos. Ou seja, força também pode ser uma fraqueza.

Então força pode ser o mesmo que fraquezas? Sim, e o contrário também. Quem conhece suas fraquezas pode treinar e se preparar para elas, assim como quem tem forças pode se motivar por elas para almejar novos rumos. A complexidade desses paradigmas pode render algumas horas de filosofia de buteco.

Mas ok, por que todo esse papo sem sentido?
Por quê não somos invencíveis. Porquê não somos perfeitos. Porque muito da vida é imprevisível. Por que muitas vezes eu não lembro em qual frase se aplica cada um dos quatro tipos de "POR QUÊS".

E é assim, sem sentido, que sigo a vida.