Agora que chegou aqui não tem mais volta, meu amigo.

Então leia e aproveite o que minha loucura criatividade tem para oferecer.

domingo, 9 de abril de 2017

As cadelas politizadas

Tenho duas cadelas, a Xena Maria do Couto e a Preta Mortícia Alves. Essas são as que moram comigo. Também tem o Hector Invictus III, mas a história hoje é só sobre a Xena e a Preta. E sim, eu dou nome completo para minhas duas filhas meigas e meu filhão forte e garboso.

Descobri um fato importante essa semana, elas tem posições políticas contrárias e muito bem definidas. Após um pouco de análise, concluí que Xena é de direita e Preta é de esquerda. Essa constatação também explica muito das atitudes delas.

Xena é a típica conservadora. Nunca gostou de baderna e atitudes fora do padrão, que obriguem ela a deturpar seus valores. Apesar de ser loira, ela não é racista ou homofóbica, mas percebe-se que fica incomodada na presença de pessoas/cães que não compartilhem de suas atitudes. Mas é aquele incomodado no sentido "ok, só me deixa em paz, não to a fim" e não o incomodado "vai pra Cuba, revolucionário". Ela gosta de boa comida, boa cama, os confortos que a vida capitalista proporciona, gosta de ser elite.

Apesar disso, ela é mais pacífica quando quer algo, sempre busca o diálogo e soluções para manter sues confortos. Privilegiada e tendenciosa com suas artimanhas para manter o status adquirido, de fato, mas é uma cadela aberta para novas ideias (querendo ou não essas novas ideias).

Preta, por outro lado, é a esquerdista declarada. Apesar de linda e enorme, luta por direitos iguais (mesmo já os tendo) e sempre quer se empoderar frente à Xena (se atravessa na pequena e empurra ela pro lado, a vez dela tem que ser priorizada a hora que ela quiser). Ela é mais enérgica, late forte pelo que quer sem discutir ideias e dialogar, pula o cercadinho da porta e invade/ocupa a sala e quando é tirada a força diz que foi agredida e roubamos os direitos dela.

Concordo com ela em várias coisas, as vezes precisamos mudar o status quo da sociedade e projetar chances iguais para todos, mas ela quebra muito as leis (desta casa), daí fica difícil defender. Outro dia tirei ela de cima do sofá e ouvi um "golpista" quando botei ela pra rua.

Apesar das diferenças ideológicas, até que elas convivem pacificamente, pois não são extremistas. Tem umas rusgas vez ou outra, mas nada que não possa ser resolvido.

Aliás, é indiferente o que elas pensam, pois aqui é monarquia, sou o Rei desta residência. Não, aqui não tem democracia, sou eu que mando. Não gostaram? Xena que vá pra Europa e Preta que vá pra Cuba.

domingo, 5 de março de 2017

Fighting The World

Desde pequeno sempre houve uma constante na minha vida, a paixão por artes marciais. Entretanto, por motivos diversos (superproteção da mamãe, preguiça ou falta de coragem) nunca treinei nada até chegar na vida adulta.

Pois bem, faz cerca de 3 anos que sou praticante de Muay Thai Boran. Pra quem não sabe, esse é basicamente o Muay Thai tradicional da Tailândia, que tem tanto a parte da luta quanto a parte filosófica e cultural de cada golpe, não é esses de academia que viraram praticamente um kickboxing, o negócio é bem roots. Todos os nomes em tailandês, o significado de cada posição, o respeito e autodisciplina e, claro, infinitos roxos e machucados pelo corpo.

Pois bem, pra que serviu essa introdução?

Por ser aficionado por lutas, sempre tive aquele sonho de subir num ringue e sair dando golpes estilo Van Damme. Mês passado surgiu uma competição e resolvi arriscar. Durante 4 semanas eu treinei muito, perdi cinco quilos pra baixar uma categoria, nem uma gosta de álcool, nada de doces, treinos diários, incluindo finais de semana... eu estava uma máquina, 81kg de força bruta, velocidade e técnica.

Confiante de meu esforço, esperando pelo dia de subir ao ringue e me mostrar digno. Mesmo que não ganhasse, eu queria que, ao final da luta, ainda estivesse de pé. Mas a vida, ahhh, a vida é uma caixinha de surpresas.

Uma semana antes da luta eu fiz um treino onde machuquei minha canela e, devido ao inchaço, me impossibilitei de lutar. Poisé, a vida faz dessas. Agora fico só com o Manowar, lutando pelo Heavy Metal, Fighting The World.

Outras competições virão, claro, ainda terei essa chance, mas que frustração. Enfim, One More Beer and Heavy Metal, If You Like Metal You Are My Friend.